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In the world

Elas estão no comando das PMEs

02/03/2023 19:55
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Pesquisa indica que cerca de 6 em cada 10 pequenas e médias lojas virtuais no país são administradas pelo gênero feminino

De acordo com a pesquisa Elas no E-commerce realizada pela Nuvemshop, plataforma de e-commerce líder na América Latina, com mais de 100 mil contas ativas, 67% das mulheres entrevistadas já se dedicam exclusivamente ao seu negócio digital e pouco mais da metade delas (53%) se sentiu mais desafiada e satisfeita com sua carreira ao empreender online. De acordo com a empresa, que realizou o estudo com dois mil lojistas entrevistados, cerca de 6 em cada 10 pequenas e médias lojas virtuais do país já são administradas pelo gênero feminino. Ainda segundo a pesquisa, os benefícios do empreendedorismo no e-commerce para elas são diversos: 33% afirmam conseguir um aumento na renda mensal; 31% têm mais tempo para se dedicar a atividades pessoais; e 20% conseguem cuidar melhor de sua saúde mental e física. “A pesquisa Elas no E-commerce foi desenvolvida com o objetivo de entendermos o perfil do empreendedorismo feminino no comércio online. Já tínhamos o conhecimento da relevância das mulheres no setor, mas queríamos ir mais a fundo, compreendendo suas motivações e desafios. Com esses dados seremos capazes de criar cada vez melhores soluções para as empreendedoras, afinal elas são maioria no e-commerce”, comenta Mylena Gama, gerente sênior de Comunicação e Marca da Nuvemshop. Uma dessas empreendedoras de sucesso é Camila Lopes. Ela é dona da Blacklist, que comercializa acessórios para todo país. “Eu aprendi a fazer meus próprios colares que chamaram atenção do meu círculo pessoal. No início, vendia apenas no Instagram e precisei abrir um e-commerce para conseguir atender à alta demanda. Em 2020 comecei a criar coleções temáticas dos meus produtos e a estratégia fez meu negócio vender ainda mais”, relata a empreendedora. Outro exemplo é a Aline Djanikian, sócia da Macchi, loja virtual de joias com foco em alianças. Há mais de 80 anos, sua família era dona de uma joalheria tradicional e Aline se tornou sócia do rebranding da empresa com o objetivo de digitalizar o negócio que ainda não estava inserido no ambiente digital. “Quando comecei a empreender, observei que a maioria das marcas vendiam alianças seguindo o padrão heteronormativo. Assim, a Macchi nasceu com o intuito de oferecer produtos modernos e agênero, utilizando uma linguagem inclusiva nas comunicações”, afirma Aline. De setembro de 2021 para o mesmo período de 2022, a loja online cresceu mais de 740%. Os casos de Camila e Aline são exemplos do motivo pelo qual as mulheres buscaram o empreendedorismo online: 60% queriam expandir seu negócio para alavancar suas vendas. Além disso, 43% buscaram mais autonomia e liberdade; e 38% buscaram criar fontes alternativas de renda. Ainda, o segmento no qual as empreendedoras atuam é o segundo mais popular entre as donas de pequenos e médios comércios online no país, o de acessórios (12%). Moda e vestuário lideram o ranking de popularidade entre segmentos com 40% e artesanato (10%) completa a lista dos três primeiros em terceira posição.

Mylena Gama, gerente sênior de Comunicação e Marca da Nuvemshop
Aline Djanikian, sócia da Macchi
Camila Lopes, dona da Blacklist

Desafios e tendências

Enquanto 33% se sentem contempladas financeiramente ao conseguir maior renda mensal, 40% das entrevistadas na pesquisa da Nuvemshop apontaram que a falta de capital de giro para investir em seu negócio é um dos principais desafios enfrentados ao empreender. Para o próximo ano, 63% planejam aprender mais sobre estratégias de e-commerce e 40% querem ampliar seus canais de divulgação, principalmente em redes sociais. “O uso das redes sociais como ferramenta de vendas é uma estratégia poderosa para quem empreende no online. As empreendedoras estão cada dia mais se tornando influenciadoras digitais para promover sua própria marca e, com certeza, essa é uma tendência que se manterá em alta em 2023”, diz Mylena. “A criação de conteúdo online permite maior conexão com o público, gera engajamento e, consequentemente, um aumento nas vendas.”

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