Ricardo Sayeg: Edificador de um novo mundo

por The Winners

Possuidor de um currículo digno da sua qualidade de um dos mais renomados juristas e filósofos brasileiros, o professor Ricardo Sayeg é livre docente e chefe da cadeira de Direito Econômico da PUCSP, onde se graduou em Direito e conquistou os títulos de Doutor e Mestre em Direito Comercial; professor titular de Direito Quântico Empresarial da Universidade Nove de Julho; imortal da Academia Paulista de Direito; presidente da Comissão Nacional Cristã de Direitos Humanos do FENASP; presidente do Tribunal da Democracia Maçônica do GOSP; recebedor de vários prêmios e comendas, dentre eles a de Personalidade do Ano (2021) pelo GCSM e Jurista do Ano (2017) pela Ordem dos Economistas do Brasil; autor de vários livros e outras publicações científicas etc. Por seu destaque, é membro do Conselho Superior da CAPES/MEC; assim como, do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos da poderosa FIESP. No ano de 2007, acometido por dois terríveis diagnósticos, um de câncer e, outro, de um tipo de leucemia crônica, sob internação no Hospital Sírio Libanês, aos 40 anos, casado e pai de 4 filhos (o mais velho com 12 anos e o caçula com menos de 1 ano de idade), o professor Sayeg, naquele estado crítico, flertando com a morte, teve uma revelação quanto à possibilidade de um novo mundo pelo caminho do Capitalismo Humanista, que compatibiliza as forças produtivas da Liberdade de Mercado com a Dignidade para todos, de modo que ninguém fique para trás. Um novo mundo, que assegure a todos, existência digna conforme os ditames da justiça social, alicerçado em um Estado Democrático de Direito, constituído por uma Sociedade Civil livre, justa e solidária; desenvolvida econômica, social, política, cultural e tecnologicamente; erradicadora da pobreza e da marginalização; promotora do bem de todos. No próprio Hospital, internado no quarto 617, mesmo sob intenso e penoso tratamento, o professor Sayeg escreveu o manuscrito original do Capitalismo Humanista e, assim, iniciou a luta de formulação científica e edificação deste novo mundo que lhe foi revelado por esta inspiração superior, o que já vem ocorrendo há mais de 15 anos. A luta segue e segundo ele “sua Mãe chama Vitória”!

The Winners – O senhor é reconhecido academicamente pela Teoria do Capitalismo Humanista e foi homenageado em razão de sua trajetória no tema. Como vê a evolução do assunto na sociedade?

Ricardo Sayeg – Liberdade, democracia e a dignidade são os atributos edificantes da condição humana. O Capitalismo Humanista corresponde ao regime defensor das forças produtivas da liberdade de mercado compatibilizadas democraticamente com a dignidade para todos. Estes são os pressupostos que defendemos. É pelo despertar desta consciência que construiremos um novo mundo, com um Capitalismo Humanista onde todos são livres, mas ninguém fica para trás.

 

TW – Depois de um longo período de pandemia mundial em razão da Covid-19, que paralelo podemos fazer sobre a evolução da sociedade e do Direito na visão do Capitalismo Humanista?

RS – As perdas econômicas provocadas pela pandemia tornaram gravíssima a situação da pobreza e da desigualdade. A esquerda não dá resposta porque quer democratizar a pobreza para todos como ocorre na Venezuela; mas, também, de outro lado, o capitalismo radical deixa multidões para trás. Nenhum, nem o outro, convencem. A esperança é o Capitalismo Humanista, para onde seguramente caminhará a evolução do bem, edificadora de um novo mundo. Eu, com todas as minhas forças, realmente acredito que unidos e conscientes podemos construir este novo mundo.

 

TW – O Instituto do Capitalismo Humanista – ICapH foi fundado em 2014, o que mudou nesse período e o que o senhor entende como contribuição prática para a sociedade?

RS – Dentro de nossas condições, o que me cabe e ao ICapH foi desenvolver a teoria científica e, agora, promover o despertar da consciência nacional de que a solução do flagelo econômico, sem prejudicar a liberdade das pessoas, está no Capitalismo Humanista. O ICapH foi fundado e trabalha diuturnamente na conquista deste objetivo e suas ações são as contribuições que efetivamente prestamos à sociedade. Nada mudará se antes não houver entre o povo brasileiro, uma prévia consciência da viabilidade, certeza e necessidade de adesão ao Capitalismo Humanista.

 

TW – Há cerca de um ano falamos sobre o trabalho do Instituto em relação ao “superendividamento” que a sociedade atravessa, onde o dilema do consumo e a falta de recursos suficientes cresceu nos últimos anos. Considerando que houve um aumento no endividamento das famílias, que saídas o senhor vê para o problema?

RS – Temos a consciência e orgulho de que as ações do ICapH contribuíram decisivamente para a legislação de enfrentamento ao superendividamento. Cremos que a sociedade civil, a um só tempo, deve se unir em torno das liberdades e direitos fundamentais das pessoas, assim como, da racionalidade econômica, o que é a síntese do Capitalismo Humanista. Munidos desta consciência, enfrentaremos os problemas com racionalidade, porém, sem abrir mão do humanismo que garante a todos que ninguém fique para trás. Entendemos que, somente assim, juntos poderemos resgatar as pessoas e enfrentar apropriadamente o superendividamento, a ruína e a exclusão econômica das famílias brasileiras.

 

TW – Em um ano de eleições no Brasil assuntos como racismo estrutural, combate a corrupção, etc serão pautas constantes. Qual o impacto desses assuntos para a economia do país e seu desenvolvimento?

RS – Ninguém vive em paz, muito menos próspera, em terra de insegurança física e jurídica. A malandragem, o racismo e o crime são os piores inimigos da economia e do desenvolvimento do país. Temos que deixar claro para o mundo e para nós mesmos, que o Brasil não é terra de bandido.

 

TW – A OAB de São Paulo acaba de passar por uma transformação elegendo pela primeira vez uma mulher na presidência da entidade. Como o senhor vê essa transformação?

RS – Representa inegável avanço. A dicotomia entre homem e mulher, está superada. A mulher conquistou o seu espaço e esta questão é irreversível. A Dra. Patrícia Vanzolini certamente reúne todas as condições e fará uma excelente gestão.

 

TW – Na sua avaliação o que ainda precisa ser feito na estrutura das empresas para equilibrar o capital humano?

RS – As empresas devem adotar a nova ética que não é simplesmente cumprir a lei e os regulamentos, mas, também, ser humanista, comprometida com a boa governança, respeito ao meio ambiente e responsabilidade social, o chamado ESG. Negar esta postura posiciona a empresa no mercado como um pária da sociedade, abalando seu ambiente de negócio e a consecução de seus objetivos mercantis. Dignidade é tudo, assim, não tê-la é um péssimo negócio.

 

TW – Qual foi a sensação de ser homenageado no prêmio Personalidades do Ano 2021?

RS – Sentimento de dever cumprido e ânimo para ir até o fim quanto à minha missão de vida de contribuir para um Novo Mundo, pela edificação de uma sociedade livre, justa e solidária, desenvolvida, erradicadora da pobreza e da marginalização, redutora das desigualdades e promotora do bem de todos, onde se assegure existência digna para as pessoas e se garanta que ninguém fique para trás.

Instituto do Capitalismo Humanista

Sob o ponto de vista econômico, somos uma ONG que tem por missão construir o caminho para o Brasil alcançar o status de uma sociedade fraterna, livre, justa e solidária, que garanta o desenvolvimento nacional, redução da pobreza, a
marginalização e reduza as desigualdades sociais e regionais e que promova o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, através da inclusão econômica de todos. Ninguém fica para trás, a ordem econômica atenderá o fim de garantir universalmente a existência digna
conforme os ditames da justiça social. Acreditamos que pela inclusão econômica as pessoas obterão com dignidade o bem estar social. Capitalismo Humanista, cujo princípio, nos termos do art. 11 da lei municipal de São Paulo 17.481/20, é orientador da ordem econômica paulista e seu índice, iCapH (Índice de Bem Estar Econômico), orientador de políticas públicas, como dimensão econômica dos direitos humanos, embasado no artigo 170 da Constituição Federal de 1988, revela a consubstancialidade presente no ordenamento jurídico da garantia a todos de existência dignas conforme os ditames da justiça social, com marco teórico no humanismo integral antropofilíaco, dignidade humana e direito quântico.

Busca romper a suposta neutralidade entre os sistemas mencionados, em especial o econômico e de direitos humanos e fundamentais, relevando a interligação, interdependência constitucional de ambos, como teoria jurídica alinha-se,
representa e visa concretizar a Sociedade Fraterna cujos objetivos estão descritos no artigo 3º e incisos da Constituição Federal de 1988 e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, conhecido como Agenda 2030 da ONU, surgiu na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, desenvolvido, incialmente, pelos Professores Ricardo Hasson Sayeg e Wagner Balera, local onde encontra-se seu Grupo de Estudos.

Visão:
Ser arquiteto, por meio do Capitalismo Humanista, de uma sociedade livre, justa e solidária
Valores:
Dignidade Humana / Direitos Humanos /Erradicar a pobreza e marginalização / Fraternidade / Igualdade / Justiça / Liberdade / Livre iniciativa / Paz / Propriedade privada / Sustentabilidade Ambiental

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