Rafael Olivieri Neto fala sobre a Universidade Corporativa GCSM

por The Winners
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Rafael Olivieri Neto, reitor da Universidade Corporativa GCSM

The Winners – Professor Rafael, como foi a sua carreira, antes da vida na Academia?

Rafael Olivieri Neto – A minha vida profissional começou muito cedo, quando fui chamado pelo meu pai, para trabalhar com ele no mercado municipal de São Paulo. Ali aprendi os primeiros passos de uma disciplina e que o estudo seria um diferencial, para crescer profissionalmente. Vendia limão de porta-a-porta, com isso foi despertando o meu instinto comercial. Claro que os meus estudos sempre foram meu foco principal, pois já sabia que sem eles, não haveria progresso em minha vida e de meus familiares.

Aos 14 anos, fui convidado por um tio, para trabalhar de office boy, nas Centrais Elétricas de São Paulo, depois, CESP – Companhia Energética de São Paulo, onde passei por vários cargos de nível técnico e administrativo, na área de Recursos Humanos.

Nessa época dois fatos me chamavam a atenção: os Centros de Treinamento e capacitação dos colaboradores, para os diversos cargos específicos da empresa, tendo em vista que muitos não possuíam formação acadêmica necessária. Exemplos: eletricista de linha viva, operador de subestação/usina, piscicultor, técnico de meio ambiente, laboratorista de concreto, entre outros.

O outro fato foi a capacitação e formação fora do país, para uma série de profissionais que ocupam cargos chave na empresa, com o objetivo de se tornar referência na construção, transformação e distribuição de energia elétrica, no Estado de São Paulo.

Entretanto, o tempo foi passando e pude galgar alguns degraus no conhecimento e aprendizado, chegando a cursar o nível superior e ocupar vários cargos intermediários, culminando na Gerência de Recursos Humanos da empresa.
A partir daí, comecei a observar que o conhecimento passou a ser uma ferramenta aliada ao desenvolvimento das pessoas.

Percebi que as instituições de ensino, junto com a as empresas, poderiam alavancar grandes mudanças no mundo corporativo. Aí então, foi o marco da minha carreira no mundo acadêmico.

 

TW – Quando o senhor percebeu que a sala de aula seria uma grande companhia em sua vida?

RON – Após o término do curso superior em Economia em 1979, as portas começaram se abrir para a carreira acadêmica, a qual me trouxe muitas surpresas e com algumas delas aprendi a ser mais resiliente com as pessoas. Essa atitude me aproximou de cada estudante, onde como professor, percebi que poderia de certa forma, despertá-lo para um mundo de oportunidades.

A partir daí, o resultado foi extraordinário para aqueles que queriam progredir na carreira e acreditavam na possibilidade de novas conquistas.

Aliado às experiências anteriormente vividas, não tenho dúvidas em afirmar que a vida acadêmica pode transformar e preparar o indivíduo para o mundo de negócios. É necessário ter um líder motivador, que pode ser chamado de professor / instrutor / mentor / facilitador, e do outro lado, aquele que quer ser desenvolvido para novos desafios.

Assim, não tive dúvidas que o mundo acadêmico, seria uma grande companhia em minha vida!

 

TW – A academia hoje é diferente daquela do início de sua carreira? Em que ela difere?

RON – Sim. No mundo pós-moderno, muita coisa mudou e para melhor. A academia precisou acompanhar essa mudança, para manter-se em equilíbrio com o mercado. Hoje o conhecimento é global, as informações são recebidas em tempo real e a tecnologia está prestando seu serviço a favor da humanidade.

Com apenas um “click” você entra na universidade que quiser, solicita informações, se matricula em cursos a distância e por aí afora.

Essa possibilidade veio facilitar a vida de muitas pessoas em todos os sentidos, permitindo o acesso a uma formação complementar, sem prejuízo às atividades rotineiras. Fazendo uma relação com o modelo do início de minha carreira, posso dizer que com o advento da tecnologia, houve uma facilitação para o conhecimento e aprendizado dos estudantes.

 

TW – Quais são os números do professor Rafael? 

RON – Esta é uma pergunta de muita propriedade, pois pelo tempo que tenho de academia – 40 anos – pude realizar muitos projetos, tantos nacionais como internacionais, trocando conhecimentos em quase todos os continentes do mundo. Iniciando pela função de professor, desde a década de 80, tenho computado até a presente data, em torno de 80 mil horas em sala de aula. Claro que a minha experiência se refere a universidades brasileiras e estrangeiras.

No Brasil, passei por 12 universidades, ou seja, FGV, USP, UNIP, USCS, Mackenzie, Unifacamp, UNIABC, Anhembi/Morumbi, entre outras e ainda atuando em ensino de pós-graduação, em algumas delas.

No exterior tive a oportunidade de ser convidado para lecionar/palestrar em 23 países, para formação de estudantes e profissionais de várias áreas de atuação, de forma presencial e on-line, ou seja: Estados Unidos, Portugal, Argentina, Angola, Emirados Árabes, Espanha, entre outros.

Considerando os cursos de graduação, extensão, aperfeiçoamento, pós-graduação, mestrado e doutorado, foram assinados mais de 120 mil diplomas até agora. Esses números são uma amostra de que a sala de aula, seja acadêmica ou corporativa, faz parte da minha vida.

Os números não mentem, mas a realização profissional impulsiona o desenvolvimento de outras oportunidades, para atender a demanda do mercado exigente.

TW – Qual foi a história que mais marcou a sua carreira nesse tempo todo de academia?

RON – Nesse período todo, conforme já comentado, muita coisa interessante aconteceu, mas vou citar uma passagem que foi muito impactante, porém de uma oportunidade incrível, para o meu desenvolvimento. Certa vez, em uma reunião de diretoria, realizada antes do final do primeiro semestre de 1989, onde eu ocupava um cargo de direção acadêmica, os participantes estavam a comentar suas experiências educacionais internacionais.

O primeiro iniciou contando que quando esteve em Bruxelas – Bélgica, visitou várias faculdades e se encantou com o que viu. O segundo, contou que foi aos Estados Unidos ver as novidades pertinentes aos cursos que estavam sob sua responsabilidade. O terceiro contou que fez um cruzeiro pelas Ilhas Gregas, comprou vários livros para incorporar aos programas de ensino, coordenados por ele.

Quando estava quase acabando de contar o que havia acontecido lá, eu estava ficando preocupado, pois, até então eu só conhecia a tríplice fronteira: Paraguai – Uruguai e Argentina. Nesse momento eu estava pensando “o que tenho para falar vai destoar do que estou ouvindo”.

Por sorte, naquele instante, surge o Reitor da universidade e diz: “Porque vocês não vão trabalhar, ao invés de contar o que fizeram no primeiro semestre? Respirei aliviado e após uma reflexão, entendi esse fato como um alerta e desafio e fui buscar alternativas.

Marquei uma viagem para Miami / Orlando e junto com minha esposa, fomos conhecer a Disney e visitamos algumas universidades americanas, locais e nas cidades próximas. Os contatos foram sendo mantidos até a formalização de parcerias com o Brasil. A partir daí, passamos a desenvolver seminários internacionais com universidades estrangeiras, que continuamos com essa atividade, até os dias de hoje.

TW – Na sua percepção o trato e cuidado com o setor da Educação no Brasil, evoluiu ou involuiu?

RON – Vale lembrar que já se fez muito, porém ainda é pouco, considerando a falta de uma política educacional agressiva e adequada dentro da realidade da população brasileira, resultado da não integração dos órgãos públicos (municipal, estadual e federal), para com o povo e a sociedade, tem demonstrado um resultado triste e lastimável, sem falar no aumento de crianças e jovens para marginalidade.

Os avanços na educação são mínimos e imprecisos diante da urgente necessidade de mudanças que o país necessita. No atual contexto da pandemia de corona vírus entre outros fatores, esta situação piora em proporções maiores.

Sabemos que só há possibilidade de transformação da sociedade, através da Educação. Mas, a burocracia, eventuais falhas na conscientização das famílias, pois conhecimento é tudo, aliada a falta de interesse de algumas autoridades no assunto, estão intrínsecas ao Sistema Educacional, impedindo assim, qualquer desenvolvimento pertinente ao nosso grande país. Mas, como brasileiros não devemos desanimar e sim acreditar que podemos contribuir ao longo do tempo, para que o Brasil seja a potência não somente na educação, mas em todas as áreas que merece ser.

TW – …e como explicar a enorme quantidade de alunos nas universidades particulares e, estas cotadas na bolsa fazendo IPO?

RON – No Brasil, o mais difícil não é colocar o aluno na faculdade, e sim garantir que ele saia bem formado, com todas as competências para um significativo desempenho profissional global. As turmas podem até começar completas, mas terminam pela metade. Uma das principais causas é a deficiência da formação anterior, os ensinos fundamentais e médios são de baixa qualidade.

Desde 2005, ano em que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado, a nota do ensino médio brasileiro nunca ficou acima de 3,7 na escala de 1 a 10. O mau desempenho nas provas de leitura e interpretação de textos e de matemática são um dos principais fatores. A seleção do Enem é classificatória, mas mesmo com notas baixas, um candidato pode conquistar o ingresso na faculdade, se os concorrentes forem piores. Além disso, atualmente sobram milhões de vagas disponíveis.

Posteriormente, vale lembrar que hoje, a nota do ENEM dá acesso à universidades de renome, no exterior. Muitos alunos deixam a desejar na dedicação acadêmica: os professores se queixam de que falta estudo, mais empenho nas matérias. Ainda assim, nas instituições menos exigentes, esses estudantes acabam se graduando. Nem todos conseguiriam, se houvesse mais rigor nas avaliações. Situação muito diferente nas instituições de ensino públicas.

 

TW – O que é uma aula hoje e foi ontem para o senhor?

RON – Vou começar do ontem para o hoje, que me sinto mais confortável para responder. O ontem, me refiro a minha graduação, onde as aulas eram expositivas, pouco dialogadas, com trabalhos para serem realizados em grupo, fora da sala de aula. Se valorizava muito a nota. Havia pouquíssimas visitas técnicas para complementar o aprendizado recebido pelo professor. Mesmo assim, quem se esforçou, desenvolveu um caminho brilhante.

Hoje, o professor tem a tecnologia a seu favor, as aulas são em geral diversificadas, onde os estudantes dialogam entre si e trazem experiências da vida corporativa, para serem compartilhadas com seus pares. Mas é preciso valorizar esse conhecimento, para reverter toda essa experiência em benefício da educação no Brasil e no mundo.

 

TW – Na sua percepção, o que aconteceu com o professor no Brasil? A categoria se perdeu nos últimos anos, desprestigiou-se, vinculou-se a caminhos corporativos e sindicalizados, ideologizou-se?

RON – Eu vejo que o docente no Brasil, é uma categoria que sofre um desprestigio, movido por falta de políticas e planos de carreiras adequados, os salários praticados não são razoáveis, o que de certa forma levam à desmotivação.

A carreira do professor precisa ser valorizada, pois ele é uma referência e formador de opinião tanto em sala de aula, como na sociedade.

É possível ser professor e vincular-se a caminhos corporativos, para uma realização profissional completa, conciliando a teoria e a prática.

Exemplificando: em várias viagens que fiz, ao falar para as autoridades alfandegárias, que eu era professor, sempre pude notar um olhar diferenciado para minha pessoa, pois o professor (no exterior) tem um destaque importante na sociedade, sem esse desdém que o mesmo tem no Brasil.

 

TW – O senhor é visto e reconhecido na academia como um professor e dirigente de linhas mais modernas, principalmente, no relacionamento professor-aluno. Como é o seu estilo de relacionamento nesse sistema: professor-aluno?

RON – Partindo-se do princípio que o significado do relacionamento sugere ligação afetiva, profissional e de amizade entre pessoas, pode-se dizer que todo tipo de relacionamento envolve convivência, comunicação, respeito e reciprocidade. Por que não levar esses conceitos para a sala de aula, no relacionamento professor-aluno?

Eu particularmente gosto muito de trabalhar com pessoas, mas uma coisa eu aprendi nessa minha trajetória, tanto acadêmica, quanto corporativa: Praticar o GOOD-BACK. Quando você aprende a usar essa ferramenta, você cria um estilo de relacionamento, que pode ser utilizado em todos os setores de sua vida.

O good-back é a maneira pela qual você consegue dar o retorno da informação, com o intuito de elevar a autoestima do
aluno ou colaboradores. Só o feed-back não basta. Para ter um estilo próprio e diferenciado na educação, é preciso dar um GOOD-BACK.

 

TW – Inovador, ousado e avançado para o seu tempo, o senhor abriu frentes internacionais que até hoje o tem como professor convidado. Como começou essa estrada internacional?

RON – Na questão 5 foi relatada brevemente uma história que marcou a minha carreira na academia, que resultou num desafio em buscar alternativas nessa estrada internacional.

Visitando os parques em Orlando, em 1989, observei que havia grupos de jovens brasileiros, que gastavam muito dinheiro em bugigangas. Encabulado com isso, perguntei a alguns deles o que estavam fazendo em Orlando (na semana da Pátria) e eles me responderam que estavam passeando e comprando muito, pois eram filhos de pais separados e recebiam “grana” do pai e da mãe, para gastar.

Preocupado com essa informação, comecei a pensar em alternativa de melhor aproveitamento do dinheiro. “Se fizesse um convênio com uma universidade americana, onde os jovens pudessem participar de um seminário, receber um certificado internacional e ainda passear, seria mais proveitoso.

E assim, fui visitar a UCF – University of Central Florida em Oviedo – Florida, para a realização de um convênio. Em janeiro de 1990, levei o primeiro grupo e a partir daí não parei mais. Abri uma empresa com minha esposa, fizemos convênio com outras universidades estrangeiras e levamos até 2019, 39.850 pessoas, entre estudantes, professores e empresários, para participar de seminários e internacionalizar a carreira e negócios.

TW – O que levou o Senhor a aceitar o convite para ser Reitor da Universidade Corporativa do Global Council of Sales Marketing?

RON – Eu sou uma pessoa que se motiva pelos novos desafios. Tive a oportunidade de conhecer o GCSM e reencontrar alguns amigos da academia. Trocamos algumas ideias e pontos comuns para uma nova proposta que venha atender as necessidades do mercado competitivo global.

Considerando a minha experiência no ramo da educação e de negócios, no âmbito nacional e internacional, fiquei vislumbrado pela oportunidade de estar à frente de uma Universidade Corporativa, para criarmos juntos oportunidades a todos os interessados em desenvolver a carreira, potencializando a sua performance, para contribuir com o crescimento das corporações.

 

TW – Qual a diferença entre uma Universidade Corporativa e as Convencionais?

RON – A Universidade Corporativa tem como objetivo principal, as competências críticas do negócio, ao invés de habilidades individuais, ou seja, é uma ferramenta estratégica para auxiliar as organizações. Ela dá importância para o aprendizado organizacional, fortalecendo a cultura corporativa e o conhecimento coletivo. O formato concentra-se nas necessidades dos negócios, tornando-se o escopo estratégico e não focado exclusivamente nas necessidades operacionais, de execução.

O resultado esperado é aumentar a competitividade empresarial e tendo a possibilidade de ser um projeto virtual, ou seja, não necessita de local físico. O propósito da Universidade Corporativa é criar uma instituição de ensino que pertença à organização, que tenha o DNA do negócio e que seja controlada internamente. Assim, a Universidade Corporativa tem um vínculo muito mais forte e evidente com a empresa.

As Universidades Convencionais oferecem cursos de aperfeiçoamento profissional, graduação e pós-graduação, todos regulados pelo Ministério da Educação (MEC), dando um grau de formação ao concluinte, por exemplo: bacharel em administração.

Já os cursos disponíveis na Universidade Corporativa são de qualificação profissional, ou seja, são livres e não dependem de uma aprovação prévia do MEC. O certificado é apenas de participação, logo, não gera nenhum grau de formação ao profissional que o obtém. Todos os critérios de avaliação são definidos pelos profissionais de treinamento da empresa. Assim, os colaboradores podem ser aprovados ou rejeitados em determinados cursos de acordo com critérios estipulados.

Essa realidade é bastante diferente nas Universidades Convencionais, pois elas têm critérios mais padronizados — geralmente, definidos pelo Ministério da Educação. Logo, o nível de exigência pode ser mais elevado, demandando mais dos participantes.

TW – Há coerência entre as duas ou elas se convertem nos seus objetivos?

RON – Considerando que coerência é uma conexão ou harmonia entre dois fatos ou duas ideias, podemos afirmar que inexiste uma sinergia entre elas. O objetivo é o mesmo, o que muda é o público alvo.

 

TW – Fale um pouco do que pretende fazer nessa primeira quadra de implantação da Universidade Corporativa GCSM.

RON – Nesse primeiro momento a Universidade Corporativa vai trabalhar em consonância direta com Recursos Humanos Estratégicos das empresas, cujos objetivos devem estar alinhados. Ou seja, prover competências estratégicas e diferenciadoras, que permitem a sobrevivência e prosperidade da organização.

Para isso, será necessário identificar que competências são essas e considerado todos os níveis da organização, criar as trilhas de desenvolvimento dessas competências. Nesse sentido, vamos trabalhar com profissionais de sucesso no mercado, utilizando-se de cases de empresas brasileiras, entrevistas com empresários, games, nano cursos, comunicação e tecnologia de ponta, para atingir os objetivos.

 

TW – O que é a desregulamentação do ensino, segundo o MEC, e o que isso traz de benefício às Universidade Corporativa?

RON – As escolas terão liberdade para montar suas grades curriculares de acordo com a demanda local. Cidadãos escolhem as melhores escolas de acordo com as necessidades e talentos de cada um. Sem regulamentação, a competição entre escolas aumenta e o preço do ensino diminui.

O Brasil não admite a hipótese de que a educação seja tratada como um bem mercantil. A liberalização dos mercados em cada uma das áreas está sendo discutida, mas até agora poucos foram os países que fizeram alguma oferta no setor de educação brasileira. Para a universidade corporativa haverá ainda mais liberdade para compor sua grade educacional e também planejar programas mais efetivos para treinamento do público-alvo.

 

TW – A certificação da educação continuada é o que norteia uma Universidade Corporativa?

RON – Educar corporativamente é humanizar as pessoas, a empresa, a sociedade, o meio ambiente, é também um exercício de responsabilidade social, pois objetiva a formação de profissionais éticos, que agreguem valores a si próprios, suas famílias, as suas empresas e à comunidade, visando através de um amplo programa de capacitação, baseado nas competências existentes na empresa.

Sim, o que norteia a Universidade Corporativa é a Educação Profissional Continuada (EPC) é a atividade que visa manter, atualizar e expandir os conhecimentos e competências técnicas e profissionais, as habilidades multidisciplinares e a elevação do comportamento social, moral e ético dos profissionais.

 

TW – O Senhor acredita que o Brasil vai conseguir fazer suas reformas fiscal e administrativa a tempo de ganhar mais espaço e competitividade interna e externa?

RON – Sou uma pessoa otimista, mas com o atual cenário da pandemia e como a economia vem se comportando, sem haver crescimento do PIB em 2020, creio que irá demorar um pouco.

 

TW – Como o senhor avalia o MEC?

RON – No meu ponto de vista, creio que o MEC vem se esforçando para apresentar mudanças benéficas à educação. Um exemplo disso é a abertura para reconhecimento dos diplomas de graduação, mestrado e doutorado cursados em Universidades estrangeiras.

 

TW – É sabido que o senhor trabalha mais de 16 horas por dia e ainda encontra tempo para seu cantinho rural. Qual é o seu hobby nessa tranquilidade?

RON – Nessa rotina estressante de trabalho que vivo, procuro sempre ir com minha esposa, para nos esconder em nosso cantinho rural. Lá dividimos o tempo com a natureza, lazer e eu em particular, gosto muito de ferromodelismo. Estou construindo com muita calma, uma maquete de uma cidadezinha de interior, incluindo trilhos e trens de várias escalas, entre outras coisas. Esses trilhos me inspiram na criação de trilhas de carreira.

Entendo que se uma pessoa entrou numa carreira (trilho) e se por ventura não alcançou sua realização profissional e pessoal, tem o direito de mudar de trilho (carreira) e dar o melhor de si nessa nova empreitada.

 

TW – Além do ferromodelismo, o Senhor tem outro hobby?

RON – Sim. Gosto muito de músicas e os seriados de filmes que eu assistia na infância e juventude. Eles me trazem boas lembranças e reflexões.

 

TW – Existe algo mais que o senhor gostaria de relatar?

RON – Sim. Gostaria de incluir “as viagens”. Além de conhecer lugares, culturas e pessoas diferentes, viajar me desperta o interesse para analisar o ser humano, fora de sua residência habitual, nas 3 fases da viagem: Preparatória, Intermediária e Posterior.

Fase Preparatória: onde você se preocupa com todas as providências antes da viagem. Fase Intermediária: envolve tudo o que acontece durante a viagem. Nessa fase, as pessoas ficam fora das obrigações diárias e muitas delas se libertam das máscaras que os diversos papéis lhes colocam.

Fase Posterior: do retorno da viagem. Pela experiência adquirida, as pessoas retornam sempre com uma visão diferente daquela demonstrada no estágio inicial.

 

TW – Finalizando, que recado o Senhor diria a todas as pessoas que estão lendo sua entrevista?

RON – A todos vocês que estão lendo minha entrevista, deixo aqui meu recado: Tenham fé acreditem nos seus sonhos, invistam em sua carreira, pois a Universidade Corporativa GCSM, está se preparando para prestar o melhor atendimento e abrindo oportunidade a todos.
Muito obrigado.

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