Projeto impulsiona economia e incentiva a sustentabilidade

por The Winners
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Matéria publicada na edição #22 da Revista The Winners

O lixo reciclável se transformou em “dinheiro” para os três mil habitantes de Santa Cruz da Esperança (SP). Implantado em maio de 2017 pela administração Dimar de Brito (PSDB), o projeto Moeda Verde torna o material recolhido e separado pela população em recursos que permitem a compra de diferentes produtos no comércio da cidade. Isto porque a administração municipal compra a mercadoria dos moradores. Por meio da iniciativa, cerca de três toneladas de materiais para a reciclagem, que iriam para o aterro sanitário, são recolhidos por mês e recebem o destino correto.

“A ideia nasceu após uma experiência que tive na Europa, quando participei de uma feira de ciência e tecnologia na Alemanha. Na ocasião, visitamos cidades e países vizinhos e vimos como estes tratam seus resíduos”, explica o administrador municipal. “Baseado no que vi, trouxe a ideia para a realidade local. Foi então que nasceu a Moeda Verde”, acrescenta.

Projeto

Por meio do projeto, todo material reciclado recolhido e higienizado pela população de Santa Cruz da Esperança é entregue no centro de recolhimento – em horários específicos. Os produtos são pesados e na hora o pagamento é feito ao morador. Os valores são compatíveis ao praticado pelo segmento: um quilo de papelão, por exemplo custa R$ 2.

Com o dinheiro, os moradores fazem compras em estabelecimentos comerciais parceiros da ação – há padaria, farmácia e supermercado. A aquisição de bebidas alcoólicas e de cigarro não estão inclusas. “Os empreendimentos parceiros emitem nota do que é vendido por meio da ação e a prefeitura faz o pagamento a eles”, revela o prefeito, que complementa.

“Estamos felizes com a repercussão da atividade, pois além do lado ambiental, aquecemos a economia local, deixamos a cidade mais limpa e economizamos nos gastos com o aterro sanitário, que desde então, recebe menos resíduos. A situação também diminuiu os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti nas residências. São muitos os benefícios”.

De acordo com Brito, o projeto tem grande adesão da população e, com o passar do tempo, tem se tornado ainda mais autossuficiente. “As pessoas entenderam que o lixo se transforma em dinheiro e é um complemento para a renda familiar, já que é possível comprar produtos de cesta básica, pão, leite, medicamentos, entre muitos outros. Ganha a população, ganha os comerciantes locais e ganha a prefeitura”.

Autossuficiente

O Projeto de Lei da atividade foi aprovado em 2016 e a iniciativa implantada no ano seguinte. “Na elaboração da ação, tudo foi pensado para que ele fosse inserido no orçamento da cidade. Mas hoje, o Moeda Verde é praticamente autossuficiente”, revela Brito. Isto porque todo o material recolhido é vendido para recicladoras da região e o dinheiro arrecadado retorna para o comércio, para o pagamento do que foi comprado pela população com a Moeda Verde.

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