Em momento de pandemia, o setor de turismo pede socorro urgente

por The Winners
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Em versão online, o ‘Conversando Com Quem Faz a Diferença’ trouxe debate importante entre grandes nomes do turismo sobre o futuro do setor após crise gerada pela Covid-19

Na tarde do dia 27 de março, o Global Council of Sales Marketing (GCSM) promoveu uma versão diferenciada do ‘Conversando Com Quem Faz a Diferença’. Desta vez, o evento realizado totalmente online, foi mediado pelo presidente do GCSM, Agostinho Turbian, que conectou grandes nomes do turismo que permaneceram em casa, respeitando as medidas restritivas impostas pelo governo, porém, demonstrando suas preocupações devido ao futuro do setor após a pandemia e quais medidas deverão ser tomadas para conter a crise.

Orlando Souza, presidente do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) foi o convidado especial que debateu soluções ao lado de Vinicius Lummertz, Secretário de Turismo do Estado de São Paulo; Sérgio Souza, presidente da Resorts Brasil e Simone Scorsato, diretora-executiva da BLTA (Brazilian Luxury Travel Association).

Durante o início do debate, o presidente do FOHB foi enfático ao afirmar que “o turismo é o primeiro setor a entrar na crise e o último a sair dela”, apresentando alguns números relevantes do mercado turístico brasileiro para mostrar seu ponto de vista: “Representamos 73% do PIB nacional e estamos ligados a outros pelo menos 53 setores da economia. São 1,4 milhão de postos de trabalho envolvidos e nossa retomada é lenta para sair dessa dificuldade”.

Souza também citou como a crise afeta, principalmente, a hotelaria. “Crises anteriores afetaram diversos setores parcialmente, como a que enfrentamos entre 2014 e 2017. As taxas de ocupação caíram entre 50% e 60%, mas desta vez foi criado um bloqueio total de toda a cadeia. Saímos de um patamar de recuperação caindo para zero”.

Em carta aberta ao Governo Federal, as entidades enviaram uma proposta solicitando medidas protetivas para o setor, como a suspensão de contratos de trabalho com seguro-desemprego pago pelo governo pelo prazo de 90 dias ou mais; a criação de linhas de crédito de capital de giro junto a bancos para suprir o fluxo de caixa; carência dos tributos que estão sendo parcelados e oriundos de acordos pregressos; dentre outras. “Essas medidas precisam vir, pois os hotéis estão sem receita, caixa zero. Tem que ser feito”, pontuou Orlando Souza, durante a transmissão.

A versão online do CCQFD reuniu mais de 100 participantes que puderam, em plena quarentena, acompanhar e fazer perguntas em uma conversa que terminou com muito otimismo e confiança na união entre as entidades para um bem maior.

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