O poder da comunicação online

por The Winners
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Amanda Magno Ferreira é Gerente-geral da FCQ Advogados
Carolina Dostal é fundadora da Carolina Dostal Assessoria Linkedin

Duas especialistas opinam sobre o papel das redes sociais na vida profissional

The Winners – Muitos psicanalistas entendem que as redes sociais estão promovendo uma sociedade narcísica. De que forma isso pode afetar a real visão que um profissional ou empresário tem si ou até mesmo de seu negócio? É possível driblar esse comportamento?

Amanda Magno – Mais do que narcísica, acredito que as redes sociais estão promovendo uma sociedade insegura e medrosa e isso pode afetar diretamente os negócios e as pessoas porque a insegurança e o medo são os maiores inimigos do empreendedorismo e da inovação.

As redes sociais são ferramentas de rápido alcance, mas não necessariamente de rápido retorno. Como tudo na vida, elas exigem dedicação e tempo, e nem sempre serão unânimes. É preciso perseverar e desenvolver nossa capacidade de conviver com diferentes pontos de vista e deles absorver ensinamentos para nossas vidas, negócios e carreiras.

Carolina Dostal – As redes sociais apenas potencializam problemas e soluções dos seres humanos. O grande erro da visão narcísica está em uma questão muito simples: o profissional, empresário deve se preocupar em se comunicar para seu público potencial e não necessariamente ter uma postura puramente exibicionista nas redes sociais.

Para driblar esse comportamento três perguntas precisam ser feitas a cada ação feita nas redes sociais. 1- Qual é o meu objetivo com essa ação? 2- Com quem estou me comunicando? 3- De que maneira essa publicação/ação está contribuindo para a sociedade/público/cliente etc?

 

TW – Em que momento o usuário que promove sua carreira, negócio ou projeto deve decidir por terceirizar a gestão e produção de conteúdo de suas redes sociais?

Amanda Magno – Acredito que as redes sociais das empresas podem ser terceirizadas desde o início, já que é preciso dedicação integral à sua manutenção e produção de conteúdo. Agora as redes pessoais, não. A não ser que você utilize sua página pessoal para se divulgar e se promover como um produto, se você for um palestrante ou escritor, por exemplo. Caso contrário acho que a rede pessoal deve ser alimentada pela própria pessoa, para não perder a essência.

Carolina Dostal – Terceirizar a execução pode ser um passo importante, porém o mais relevante é trabalhar a importância do impacto da utilização CONSCIENTE das redes sociais por todos os níveis de colaboradores de uma
organização desde o CEO até o nível menos elevado. O que muitas companhias ainda não entenderam é que a maneira de se comunicar mudou. Agora não é apenas a área de Marketing/ Comunicação que vai trabalhar o conteúdo. Ele faz parte da estratégia do negócio e envolve absolutamente todos.

 

TW – Um problema enfrentado por muitas empresas é que páginas no Facebook, Instagram, entre outras, acabaram virando centrais de atendimento ao consumidor, no qual reclamações e pedidos acabam sendo realizados de forma indiscriminada. Qual a orientação correta nesse sentido?

Amanda Magno – A partir do momento que sua empresa tem uma página em qualquer Rede Social, você está sujeito a todo tipo de interação e ponto, é inevitável. E eu pessoalmente não acredito que o uso de ferramentas automáticas como o bloqueio/limitação de comentários seja a saída, pelo contrário, acho que pode ser um tiro no pé.

Minha orientação é manter uma pessoa ou uma área (dependendo do tamanho da sua empresa) dedicada exclusivamente a essas páginas, não só para responder a todas as reclamações, perguntas e etc., mas também para filtrar esses dados e utilizá-los como ferramentas para melhoria de produtos e serviços.

Carolina Dostal – Existem ferramentas que monitoram automaticamente as menções de sua empresa, produtos e serviços nas redes sociais. Uma delas é gratuita e pode ser utilizada por empreendedores como por exemplo o Google Alerta.

Para as grandes empresas o ideal é ter uma ferramenta mais robusta integrada a seu CRM e um colaborador (Community Manager/ Social Media Manager) ou mesmo uma equipe responsável por monitorar qualquer tipo de menção online. A ideia é sempre responder rapidamente qualquer tipo de reclamação, mostrar preocupação, empatia e rapidez na resposta para os clientes, pois esse tipo de comportamento nas redes já é uma realidade.

 

TW – Sobre o Linkedin, rede social mais importante para o mundo corporativo, explique quais as principais ferramentas para potencializar contatos e networking?

Amanda Magno – Vou deixar que a minha amiga e especialista Carolina Dostal responda essa pergunta com mais propriedade.

Carolina Dostal – O LinkedIn, a maior rede social de profissionais do mundo, não para de crescer. No Brasil, já são mais de 40 milhões de usuários, ficando atrás apenas de EUA, Índia e China. No mundo já somos mais de 650 milhões de usuários.

Antes de falar sobre as ferramentas acho válido explicar algo que ainda é bem desconhecido para grande parte dos usuários. O Linkedin possui 4 unidades de negócios: Talent Solutions, Marketing Solutions, Sales Solutions e Learning Solutions.

A área de Talent possui um produto que é bem conhecido no mercado de Recursos Humanos que é o Recruiter. Esse produto ajuda o RH a ganhar velocidade nos processos de Recrutamento e Seleção através de filtros de busca avançados.

A área de Marketing possui uma gama de soluções de anúncios segmentados que ajudam principalmente negócios B2B a se conectarem a seu público alvo. Sales Solutions é a unidade do Linkedin que comercializa um dos produtos mais bacanas que eu já vi o Sales Navigator.

Ele ajuda equipe de vendas a criar e nutrir relacionamentos com decisores e influenciadores das indústrias pré-determinadas pelo usuário através de inteligência artificial. Já o Learning Solutions é a área mais jovem do Linkedin e oferece uma gama completa de cursos EAD para empresas que querem treinar seus colaboradores e também necessitam acompanhar sua evolução.

Portanto, sendo o Linkedin uma rede social profissional, está em seu DNA promover relacionamento e networking desde a concepção da plataforma até os dias atuais.

 

TW – Ainda sobre o Linkedin, o que realmente faz a diferença na criação do perfil? Como avaliar se eu devo produzir um conteúdo para minha empresa ou para minha imagem de empreendedor?

Amanda Magno – Acho que uma boa foto profissional e um perfil constantemente atualizado, que descreva de forma completa e objetiva a sua formação, suas conquistas profissionais e suas qualidades, fazem toda a diferença. Em relação ao perfil da empresa, é essencial a alimentação constante da página, não só com conteúdo desenvolvido exclusivamente pela empresa, mas também com o compartilhamento de posts feitos por colaboradores, fornecedores e clientes, que falem ou envolvam sua empresa. Esse tipo de postagem confere personalidade ao perfil, tornando-o dinâmico e interessante aos seus seguidores, clientes e prospects.

Carolina Dostal – A criação do perfil é o início de tudo. É a fundação da sua construção de imagem pessoal. Tudo começa com um perfil bem feito, afinal ninguém quer se conectar e nem se relacionar com alguém que não parece ser confiável e que não oferece informações suficientes.

Passar com objetividade suas informações profissionais de forma a contribuir para sua rede de conexões deixando bem claro o motivo pelo qual é vantajoso se relacionar com você. Precisa ficar claro todos quem é você, o que você faz e como você pode ajudar. O mesmo ocorre com a empresa.

Um empreendedor precisa saber a diferença entre página e perfil. Empresa tem página com seguidores e pessoa tem perfil com conexões e seguidores. Porém é igualmente importante para um empreendedor se preocupar com ambos pois seu perfil pessoal deve estar atrelado a sua página corporativa para que ele não se torne um indigente na rede. As atualizações da página corporativa contam com a colaboração e engajamento do perfil de todos seus colaboradores para ganhar audiência e alcançar novos públicos e por isso nenhum deles (perfil e página) é mais ou menos importante.

Devem receber atualizações constantes e devem fazer parte de uma estratégia maior. Ou seja, são interligados.

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