O pioneirismo e os novos rumos da MChecon

por The Winners
0 comentário

Tida como pioneira no mercado de cenografia, a MChecon nunca inventou a roda, apenas trouxe ao setor o profissionalismo e respeito que ele merece

Em novembro de 2019, Marcelo Checon se reúne com o Marketing da companhia para desenhar como seriam as ações para 2020 com foco absoluto nas comemorações dos 15 anos da empresa. De um brainstorming nascem alguns
incentivos internos, uma grande festa e o lançamento de um livro para contar essa longa história – tudo isso a ser realizado ainda no primeiro trimestre. Chegado 2020, as ideias começam a ser colocadas em prática. A convenção anual foi marcada para anunciar todas as grandes novidades, mas a pandemia chegou primeiro.
Longe de ser um fato isolado, os acontecimentos fatídicos desse ano se reproduziram em milhares de outras empresas e fizeram com que todas rasgassem, literalmente, seus planejamentos e seguissem com um único objetivo: sobreviver até que a vacina chegue.
A pandemia tornou-se o maior marco na história da MChecon, tanto pela sua repercussão global e natureza comum de suas consequências como também por ter pousado em solo brasileiro em um ano tão importante para a companhia.
Entretanto, não foi um fator determinante para agredir a saúde corporativa, que já havia passado por centenas de outras “pandemias” ao longo de sua história. Com muita resiliência sobreviveu a cada uma delas, blindando seu patrimônio e
construindo um forte caixa para superar crises econômicas agudas como essa.
“A maior lição que tiro desse momento é conseguir olhar para dentro e saber o quanto somos frágeis, fisiologicamente falando, e o quanto precisamos olhar mais uns para os outros. Sermos mais responsáveis e solícitos com a base operacional, que é a que mais sofre quando uma crise de grandes proporções nos atinge”, diz Marcelo, se
referindo à sua condução diante da pandemia. A MChecon entregou os dois únicos hospitais de campanha para o Governo do Estado de São Paulo e, diante dessa fala do CEO da companhia, a montagem foi conduzida sob dois pilares: superar todas as expectativas com qualidade e prazo, e em segundo plano, mas não menos importante, distribuir as demandas para o maior número de fornecedores possíveis. “Foi a maneira que encontramos de garantir uma
distribuição de renda aos terceirizados que tanto nos apoiaram ao longo de nossos 15 anos”, finaliza Marcelo.

Escritório MChecon
Marcelo Checon – Fundador & CEO
Vista Aérea Hospital de Campanha de Heliópolis Escaneie o QR Code e veja o Vídeo case Hospital de Campanha de Heliópolis

A construção do legado
O primeiro ano da MChecon foi dominado por projetos de estandes; os grandes eventos só apareceriam no ano seguinte, em 2006, mas a empresa já nasceu grande aos olhos do mercado devido aos clientes quererem Marcelo Checon à frente dos seus projetos – legado que construiu como produtor de campo. O Nokia Trends, evento que reuniu 12 mil pessoas
no Anhembi, em São Paulo, foi o pontapé inicial. “Eu fazia de tudo, do financeiro até dirigir caminhão, e foi isso que me deu a bagagem e o aprendizado que tenho hoje”, relata Marcelo.

Ponto de Virada – Rock in Rio
2011, a MChecon, com seis anos de existência, estava a caminho de sua maturidade financeira e consolidação como empresa.
Tendo em vista que uma empresa brasileira hoje fecha suas portas no quinto ano de existência, em meio às burocracias e falta de apoio do cenário nacional, a MChecon seguia no caminho da sobrevivência e fortalecimento ainda em um cenário incerto.
Contrariando todas as expectativas e médias nacionais, a MChecon foi bombardeada por concorrências e mais concorrências, para projetos de cenografia para o Rock in Rio de 2011. Com quase 90% de taxa de sucesso nas
conclusões das negociações, chega à cidade do Rock com o desafio de entregar 42 ativações. “Ainda que a maior loucura que já tenha feito, até aquele momento, foi um grande divisor de águas para a continuidade da empresa.
Não somente do ponto de vista financeiro, mas de credibilidade diante das marcas.” A partir daquele momento o mercado começa a olhar a MChecon com outros olhos. Compreende sua audácia, capacidade produtiva e de entrega, além de uma qualidade acima da média.
“Foram 3 dias sem dormir. Uma equipe que, com certeza absoluta, contando a base operacional em São Paulo e mão de obra no Rio de Janeiro, ultrapassou a contagem de 500 profissionais. Insano, mas recompensador. Faria tudo de novo.” Empenho que resultou em sua presença em todas as edições desde então, inclusive com a entrega das ativações para o Banco Itaú, patrocinador master do evento, nas duas últimas edições.

Ativação Itaú Rock in Rio 2019

Superando as Sazonalidades –
Cenografia de Natal

Desde 2015, a MChecon é responsável pela cenografia de Natal dos shoppings Iguatemi São Paulo e JK Iguatemi, dois dos principais e mais sofisticados da cidade de São Paulo. São projetos que despertaram no grupo um novo olhar por decorações natalinas e entraram para suprir o último trimestre do ano, um momento naturalmente de pouca demanda no setor.
É montada, então, uma massiva ação conjunta e coordenada de marketing, comercial e criativa, para a busca de novas oportunidades de projetos de Natal. O resultado chegou no primeiro ano – surpreendente quatro novos
projetos que, somados aos já consolidados do Iguatemi, totalizaram seis grandes cenografias natalinas. “Vivemos na prática o que é chamado de magia do Natal. Mas essa não foi gratuita, tivemos de trabalhar muito para que existisse. Incansáveis horas de trabalho, apresentações especiais, nos conectando com os
shoppings, levando a eles algo que vai muito além de árvore, luzes e tronos do Papai Noel.”
Encarado como uma oportunidade ímpar, essa frágil relação entre as empresas de decoração e suas repetidas entregas ano após ano, a MChecon oferece marcenaria, serralheria, personagens e algo que não tinha até
então: um grande storytelling que apresenta ao público algo inédito. Exemplo dessa grande história é a relação entre o Morumbi Shopping e a MChecon, coroada em 2019 com a “Vila do Little”. Um ajudante atrapalhado do Papai Noel, que caiu do Trenó bem nas imediações do shopping e, sabendo que todos os anos o bom velhinho passa por lá,
resolveu montar sua vila até que ele chegue para buscá-lo. Uma história aparentemente simples e extremamente lúdica, mas que torna a cenografia de Natal fantástica e envolvente.

No Brasil e no Mundo
Ainda com pouco tempo de existência, a MChecon, já em 2007, pousa em solo estrangeiro para entregar em Madri o
estande Brasil, montado por três anos consecutivos sob responsabilidade da companhia.
Esse intervalo, entre 2007 e 2009, foram repletos de entregas internacionais e ampliaram o portfólio da MChecon, desenvolvendo grandes experiências em projetos a milhares de quilômetros de distância da estrutura operacional. “Uma das grandes dificuldades de qualquer montagem está no tempo de resposta para os imprevistos.
Nesses casos, as variáveis deveriam ser totalmente calculadas, e
as soluções, resolvidas do Brasil. Qualquer nova peça levaria semanas para chegar ao local – tempo que não se tem em eventos.”
A MChecon, nos quatro anos citados, esteve no “velho continente” com estandes na Espanha e Itália. Paralelamente a
eles, foi também para Nova York, Las Vegas, Fort Lauderdale, Indianápolis e, em 2017, retornou aos EUA para entregar em Boston o Wax Museum, um grande e complexo museu de cera que exigiu muita resiliência e planejamento para a montadora.

Os Grandes Eventos
O Brasil virou o centro das atenções mundiais nos anos de 2013, 2014 e 2016, recebendo, respectivamente, a visita do Papa Francisco (para a Jornada Mundial da Juventude), a Copa do Mundo FIFA e os Jogos Olímpicos.
Foram, o que chamamos no mercado, de “O Ano dos Grandes Eventos.”
A MChecon fez parte de todos os três de maneira absoluta e direta. Contratada para a construção do palco que receberia o evento da Jornada Mundial da Juventude e o Papa Francisco I em 2013, a empresa montou uma seleção de profissionais para a entrega desse job. Passado um ano, recebemos a Copa do Mundo FIFA, e mais uma vez a MChecon pontuou como protagonista da cenografia, entregando todos os elementos e estruturas cenográficas para a cerimônia oficial de abertura do evento. Mais dois anos e, em 2016, embora a presença não tenha sido junto ao comitê olímpico, esteve no maior evento esportivo do mundo ao lado de grandes marcas. Desembarcou no Rio de Janeiro e foi responsável por 18 ativações, montando a Casa Holanda e Casa Korea, além de marcas emblemáticas como Adidas, Cisco, Ômega e Nissan.
“Ao final de 2016, pude olhar para trás e ver que havia construído uma empresa de cenografia reconhecida mundialmente como ícone em terras brasileiras.”

A Retomada
Passados quinze anos muita coisa mudou, mas sua essência permanece intacta. Hoje a MChecon, mesmo após a pandemia da Covid-19, continua estruturada com todos os departamentos operando internamente. Composição robusta para uma empresa desse setor, que, em via de regra, atua somente com departamentos essenciais. “Não estamos construindo uma empresa, mas sim uma marca.
Ela precisa ser forte, amada e desejada”, responde Marcelo quando é questionado sobre ter uma estrutura de marketing interna – algo incomum entre os players do mercado. 

 Com as devidas proporções, o momento é extremamente estratégico para a empresa, The Resumption que entregou, nos últimos 2 meses, em plena crise da Covid-19, sete novos projetos, e ainda aguarda resposta de algumas concorrências para final de dezembro de 2020 e janeiro e fevereiro de 2021. Estratégia de expansão e abertura de novos mercados, como o de montagens básicas, fazem parte do futuro da empresa. “Logo após os hospitais de campanha e a forma como entregamos as estruturas nos aproximamos desse mercado, que comumente é chamado de montagem básica, e já
efetuamos um investimento que ultrapassa os seis dígitos em alumínio”, comenta Marcelo.
Resultado desse grande investimento é sua primeira entrega, o portfólio do São Paulo Boat Show 2020. Conhecido como o maior evento náutico da América Latina, a organizadora se reinventou diante dos protocolos e boas práticas contra a Covid-19 e levou o evento para a Raia Olímpica da USP. Dessa vez, os barcos não eram vistos “estacionados” nos estandes, mas também dentro da água, em situação de uso, no coração da cidade de São Paulo.
“Essa é a verdadeira importância de uma cultura forte! Desistir nunca foi uma opção, e isso estava claro para o nosso time, que se entregou para um bem maior: a permanência da MChecon no mercado!”, ressalta Marcelo, quando questionado sobre como se manteve firme diante das incertezas da pandemia. O vídeo produzido pelo departamento de marketing veio justamente para reforçar essa cultura incansável que é claramente vista pelo marcado.

You may also like

Deixe um Comentário