O Governador do Estado de São Paulo, João Dória, fala sobre os objetivos mais importantes de sua gestão

por The Winners
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No Palácio dos Bandeirantes o governador do estado de São Paulo, João Doria recebeu a jornalista da Lideres TV, Cecilia Luchía-Puig e falou dos objetivos mais importantes da sua gestão. A necessidade de investimentos para financiar as mudanças na saúde, educação e segurança, a aprovação da reforma da Previdência e suas viagens a Nova Iorque, Japão e China, bem como sobre seu estilo de pensamento e liderança, sua história pessoal e sua paixão pelo mundo digital, além
de seus segredos: trabalho intenso, pensamento liberal, boa equipe e gestão eficiente.

Cecilia Luchía-Puig – Sr. governador, o estado de São Paulo tem as dimensões de um país: 45 milhões de pessoas, 34% de participação no PIB brasileiro. Quais são os principais desafios que o senhor tem no Brasil, aqui, no estado?

João Doria – São Paulo tem que ser o estado líder do Brasil e tem que estar integrado. Nossa economia é, de fato, a mais forte do país, representando mais de um terço da economia brasileira. É uma economia do tamanho de uma nação, apesar de ser apenas um estado. Tem 45 milhões de habitantes e, portanto, consumidores.

São Paulo tem uma responsabilidade grande na preservação da democracia no país, na vocação liberal e da nossa economia, que é aberta e integrada, sobretudo com países que são parceiros comerciais do Brasil, entre os quais destacamos a Argentina. Temos uma visão também moderna e transformadora, que é o que temos feito aqui à frente do governo do estado de São Paulo. Somos também um governo sem fronteiras, que está integrado com o Brasil e com o resto do mundo.

 

CLP – Qual é a sua visão sobre os problemas do governo federal com o presidente Jair Bolsonaro e qual é a sua relação com o presidente?

JD – É uma boa relação, eu respeito o presidente até porque ele foi eleito democraticamente com mais de 60 milhões de votos. Nós não temos é um alinhamento político com o presidente Bolsonaro. Mas temos um alinhamento por todos os gestos e todas as iniciativas que sejam para o bem do Brasil e dos brasileiros.

Tanto quais forem as propostas do presidente como as reformas da Previdência, Tributária e Trabalhista que são boas para o Brasil e os brasileiros, nós as apoiaremos. Para isso não precisamos ter nem ministérios, secretarias nem outro tipo de vantagem política. Nosso sentimento é o de patriotismo e de proteção aos brasileiros.

CLP – Qual é a importância da reforma da Previdência, também considerando os futuros investimentos?

JD – Cecilia, é muito importante. O Brasil precisa e vai adotar agora a reforma da Previdência, acredito que será até no próximo mês de agosto que teremos essa aprovação consolidada no Congresso Nacional. Eu estou no grupo dos otimistas e dos que acreditam que a reforma será aprovada pela Câmara e pelo Senado do Brasil.

A partir desse momento, nós teremos uma solução fiscal para estados e municípios e o próprio governo federal numa economia de cerca de 800 bilhões de reais, que equivale a cerca de 200 bilhões de dólares nos próximos 10 anos. Recursos que serão dedicados para a saúde, educação, assistência social, obras, serviços e segurança pública em todo o país. Ao mesmo tempo isso abre as comportas do Brasil para novos investimentos internacionais.

Há centenas de investidores e fundos de investimento soberanos, bancos, empresas, organizações, consórcios que querem investir no Brasil, mas que querem ter uma sinalização clara do governo federal com a reforma da Previdência aprovada, a partir daí, o país ao receber bilhões de dólares de novos investimentos, São Paulo, inclusive, vai poder rapidamente gerar novos empregos e prosperidade para crescer.

O Brasil crescendo vai crescer também a Argentina pela relação bilateral o Brasil comprará mais produtos e serviços argentinos, contribuindo para a expansão do nosso país vizinho.

 

CLP – É um ano de eleições presidenciais na Argentina em outubro? A quem você apoiaria?

JD – Bem, não quero interferir na política Argentina, mas como alguém que gosta da Argentina e tem uma relação histórica com esse país, meu pai viveu dois anos em Mendoza, antes de voltar do exílio a que lhe foi imposto pela ditadura militar. Com isso, nossa família cultiva uma profunda admiração pela Argentina que abrigou meu pai nos dois últimos anos do seu exílio na bonita província de Mendoza.

Temos uma relação de amor pela Argentina e pelos argentinos, por isso que eu não me furto a manifestar minha posição pessoal pró-Macri. Um bom presidente que foi, um grande prefeito de Buenos Aires com uma visão inovadora e transformadora para o seu país. Espero que os eleitores levem isso em consideração.

Não creio que a maioria dos argentinos deseja a volta ao passado populista, com atos de corrupção, atos que levaram a uma situação caótica na economia argentina, e eu como alguém que quer o bem deste país, quero o crescimento de sua economia e a geração de novos empregos e oportunidades para seu povo. Com a Argentina crescendo o Brasil cresce, e vice-versa.

CLP – A importância do agronegócio para impulsionar a indústria de um lado e a sustentabilidade do outro. Como conciliar isso?

JD – O agro é muito importante para São Paulo e São Paulo é muito importante para o Brasil. Mais de 20% do agronegócio brasileiro depende de São Paulo, estado líder na produção de álcool, etanol e laranjas, por exemplo. E mantemos posições destacadas na produção de proteína animal, tanto bovina como de porco e de frango. Somos o segundo maior produtor de grãos, principalmente café e soja, além de outros produtos que exportamos para o resto do Brasil que contribuem para a nossa receita.

Vamos investir mais em tecnologia para o aprimoramento do campo, a proteção do gado através do chamado cerco de proteção veterinário para que o produto brasileiro seja bem recebido e consumido na China, Estados Unidos, Europa e Oriente Médio. O agro tem um papel fundamental no Brasil e em São Paulo.

 

CLP – A energia também.

JD – Sim, na energia, no saneamento e no controle sanitário. São Paulo se destaca na produção de bens de consumo e produtos agrícolas e a gente vai incentivar isso ainda mais. Tivemos o Agrishow 2019 que é a maior feira agrícola do mundo, ela acontece em Ribeirão Preto, no interior do estado. O resultado foi quase um bilhão de negócios em máquinas, insumos, sementes e aperfeiçoamento da produção genética e agrícola em São Paulo.

 

CLP – O senhor foi palestrante no primeiro Seminário Internacional Líderes em 2017, aqui em São Paulo, o próximo já será o terceiro, previsto para de setembro, na mesma cidade. Gostaríamos de convidá-lo, especialmente, para participar dele. Qual é a importância desses encontros entre grandes líderes empresariais e políticos do Brasil e da Argentina?

JD – Bom, primeiro eu acho que é uma boa iniciativa pois valoriza e incentiva uma boa relação diplomática, institucional, comercial e negocial entre nossas grandes nações. Eu não vejo como o Brasil e a Argentina podem caminhar separados, mas, sim, juntos e cada vez mais juntos. Por isso meu apoio ao presidente Macri e sua visão de uma economia liberal e transformadora, que é o mesmo que temos praticado aqui em São Paulo.

Fui prefeito da cidade de São Paulo e agora como governador do estado, acredito que nossos dois países podem fazer muito juntos, sempre que a iniciativa apoie a esse objetivo. Desejo, desde já, muita sorte e sucesso a este terceiro Seminário de Líderes da Argentina e do Brasil.

CLP – O senhor escreve muitos tweets sobre o que o governo está fazendo e eu sei que tem um grupo de governadores no Whatsapp. Do que falam nesse grupo onde estão todos os governadores do Brasil?

JD – Temos um grupo dos 27 governadores do Brasil que se comunicam diariamente. É uma forma moderna e eficiente de estabelecer o contato entre os governadores. Lembrando que temos governadores muito variados, ideologicamente e de partidos distintos, mas sempre que o tema é a defesa do Brasil e ageração de emprego e oportunidades, melhorar a saúde, a educação e a segurança, eu percebo com muita alegria uma grande convergência entre os governadores, mesmo com os que têm posições distintas ideologicamente, até partidos que não conjugam as mesmas posições.

Mas fico feliz que todos os governadores se preocupam pela qualidade de vida de seus habitantes, especialmente os mais pobres e humildes.

 

CLP – Para concluir: qual é a sua visão sobre a ética para a América Latina e o Brasil e o que precisamos para fazer uma nova política e ter um novo estilo de direção?

JD – Transparência. Fazer governos falando e praticando a verdade e a honestidade. As redes sociais ajudam muito. Sou um governador muito digital, tenho quase cinco milhões de seguidores nas redes sociais. Tudo o que eu faço eu apresento nas redes sociais, aos que gostam e aos que não. Isso é a democracia. A diversidade e o contraditório fazem parte do processo democrático, mas sempre com muita transparência.

A coletividade, e o fato de você pluralizar o seu governo, fazê-lo de maneira mais ampla permite uma maior transparência e que as pessoas acompanhem ele ao dia a dia. Eu confio nisso e acredito que os governos transformadores são pela ideia, pela determinação, mas também pela transparência.

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