O Agronegócio, não para. Ele acelera…

por The Winners
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Máquinas em campo colhendo uma das maiores safras de soja da história do Brasil. Esse era o cenário do agronegócio brasileiro quando a pandemia da Covid-19 chegou por aqui, em março de 2020. O que mudou? Quase nada.

O agronegócio brasileiro não parou. Pelo contrário, acelerou os números e bateu todos os recordes de produção e comercialização. Enquanto setores como indústria e serviços registraram redução no PIB (Produto Interno Bruto) de 3,55% e 4,5%, respectivamente, o agronegócio avançou 2% em 2020 (IBGE).

A produção de grãos cresceu 4,5%, com desempenho recorde de 257,8 milhões de toneladas na safra 2019/2020 (Conab). O Brasil foi mais uma vez o produtor mundial de soja com 124,8 milhões de toneladas (+4,3%); maior exportador de carne de frango, com remessas de 4,23 milhões de toneladas e bateu novo recorde nas exportações de carne bovina, com 2,02 milhões de toneladas, alta de 8,8% em comparação a 2019.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) – que corresponde ao faturamento dentro da porteira – alcançou R$ 871 bilhões em 2020, o maior patamar dos últimos 32 anos. Segundo o Ministério da Agricultura, as lavouras tiveram faturamento de R$ 580,5 bilhões (+ 22,2%) e a pecuária de R$ 290,8 bilhões (+ 7,9%). Os produtos que mais contribuíram para esse resultado foram o milho, crescimento de 26,2%; soja, alta de 42,8%; carne bovina (15,6%) e carne suína, (23,7%).

Para 2021, as primeiras estimativas apontam que o VBP cresça 12,1%, somando R$ 1,032 trilhão. Soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão devem ser os cinco principais produtos, responsáveis por 57,3% desta receita. Na pecuária, a contribuição positiva vem da carne bovina (10,7%), carne de frango (2,4%) e leite (4,6%). Já na lista dos estados campeões no valor da produção permanecem Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais que, juntos, devem responder por 62,6% do VBP total. Vale destacar, que as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste devem representar 83,6% do valor da produção, enquanto o Norte e o Nordeste respondem por 15,1% do  VBP.

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