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No mundo

O papel dos conselheiros na transformação das empresas

09/06/2023 17:23
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Por: João Roberto Benites, Presidente do Conselho de Administração da Tekno S/A. Conselheiro certificado pelo IBGC. É especialista em expansão estratégica de empresas

“O que os empreendedores têm em comum não é determinado tipo de personalidade, mas um compromisso com a prática sistemática da inovação.” A frase é do professor e consultor Peter Drucker e traduz fielmente um dos compromissos de todas as companhias e seus líderes atualmente. Nos últimos anos, temos vivido um ciclo intenso de renovação. Somos permanentemente desafiados a nos reciclar e a abraçar o novo. A pandemia contribuiu muito na aceleração dessa transformação. Todos nós precisamos buscar novos meios de operar e interagir com o mundo, com os clientes, fornecedores e colaboradores. Não foi difícil observar que quanto mais alinhado às tendências tecnológicas e orientados pelo espírito inovador um negócio estava, mais rápida foi sua transformação e adequação ao cenário daquele momento. A inteligência digital e os pilares de inovação não são pré-requisitos de startups e representantes da nova economia. Esses recursos são responsáveis por conduzir as empresas ao futuro e à sustentabilidade. Conselheiros e executivos precisam estar totalmente comprometidos em promoverem esse movimento nas organizações. Uma operação que não tenha entre suas prioridades a inovação e a transformação digital, alicerçadas em um plano estratégico que considere todas as ferramentas tecnológicas e suas tendências, não seguirá competitiva e sentirá os efeitos dessa negligência na sua receita, na aceitação de sua marca, no retorno sobre ativos e no seu valor de mercado.

Cabe à liderança de todos os níveis e aos conselheiros incentivar e criar os mecanismos que favoreçam um ambiente onde as ideias e os recursos permitam renovar processos, criar novos produtos e serviços e inserir a empresa no mundo digital. Como uma companhia terá acesso às práticas e sistemas eficazes de governança, ESG e segurança cibernética sem um parque tecnológico adequado? Segundo uma pesquisa divulgada Microsoft em março deste ano, 98% MPMEs (micro, pequenas e médias empresas) estão em transformação digital e reconhecem o impacto positivo deste movimento. Intitulada como Transformação Digital para MPMEs, o estudo ouviu 312 líderes de empresas e apontou que, entre as organizações participantes do estudo, 81% afirmam que a digitalização está acontecendo de forma bastante rápida. Nesse processo, 47% das empresas estão priorizando a otimização do uso de dados para a inteligência de negócios, 41% buscam o recrutamento e treinamento de talentos em tecnologia e 40% estão focadas na aquisição e adoção de novas tecnologias. Entre as oportunidades, 47% das empresas pesquisadas enxergam na inovação uma forma de gerar mais ganhos operacionais e comerciais. Outro estudo recente, elaborado pelo Boston Consulting Group em parceria com o MIT Sloan Management Review (MIT SMR) revelou que enquanto 84% de líderes globais acreditam que a Inteligência Artificial Responsável (IAR) deve ser uma das prioridades da alta gestão, apenas 25% destes têm programas maduros desse tipo de tecnologia. O relatório é fruto de uma pesquisa global, com mais de mil executivos de 22 setores e 96 países, líderes em organizações que faturam mais de US$ 100 milhões anualmente. Inovação não é, portanto, imprescindível somente às grandes operações. Respeitando-se a realidade de cada caixa e segmento, claro, todos precisamos estar atentos às demandas do mundo atual. Nada disso anula a relevância de uma boa gestão, da eficiência operacional e da importância do capital intelectual de uma empresa, mas conselheiros e executivos precisam manter o olhar em todas essas direções e promover que essas melhorias aconteçam de forma consistente.

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