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No mundo

Museu Oceanográfico de Mônaco: um passeio enriquecedor pela vida marinha e sua história

10/08/2022 00:33 | Atualizado há 1 ano
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Fundado no ano de 1910 pelo Príncipe Albert I e por décadas dirigido pelo célebre oceanógrafo e inventor Jacques Cousteau, o Museu Oceanográfico e Aquário de Mônaco é, reconhecidamente, uma das mais completas entidades do tipo em todo o mundo. Esse monumento da história foi um dos pontos de visita da delegação do WOCA em 2022.

Marinheiro e precursor da Oceanografia, aficionado pelas viagens e pelas ciências desde muito jovem, o Príncipe Albert I dirigiu 28 expedições científicas, dedicando grande parte da sua vida ao estudo dos oceanos. No intuito de favorecer o desenvolvimento e a expansão da Oceanografia, ciência ainda muito jovem no início do século XX, ele decidiu dedicar a ela uma fundação: o Instituto Oceanográfico. Criada em 1906, esta fundação, reconhecida como de utilidade pública, está baseada em duas instituições: o Museu Oceanográfico de Mônaco e a Maison des Océans, em Paris. A bordo de navios cada vez mais aperfeiçoados (o Hirondelle, o Princesa Alice, o segundo Princesa Alice e, depois, o segundo Hirondelle), este Príncipe visionário percorreu o Mar Mediterrâneo, esteve nos Açores e, em seguida, experimentou a aventura ártica no Spitzberg.

Templo do Mar, como também é popularmente conhecido, foi concebido para ser mesmo um palácio dedicado aos oceanos, uma das grandes paixões do monarca fundador. A imponente construção de mais de 80 metros de altura erguida na encosta de um grande rochedo, de frente e tão próximo às ondas daquele que lhe deu origem – o Mediterrâneo, é uma arquitetura grandiosa e impressionante. Os seus números também são grandiosos. Considerado um dos principais pontos turísticos do Principado de Mônaco, recebe cerca de 670 mil visitantes por ano, ávidos em visitar os 6.500 m2
dedicados exclusivamente à vida marinha, com 100 tanques – onde vivem, atualmente, cerca de 6 mil espécimes do mar tropical e Mediterrâneo – e uma coleção vasta e de valor incalculável, que traz artigos marítimos variados e históricos. Um destaque desse espaço é sua dedicação à preservação marinha. O local não é destinado apenas à visitação, mas é engajado na preservação ambiental, por meio de estudos e pesquisas, ações socioeducativas e articulações políticas. Um dos trabalhos reconhecidos mundialmente é a conservação de espécies. Embora o número de nascimentos no museu ainda não seja suficiente para o espaço ser considerado um sítio de repovoamento, é possível que seja responsável por evitar mais extinção. Paralelamente, o Museu Oceanográfico de Mônaco também trabalha na reprodução em cativeiro de dezenas de espécies de corais.

A entidade foi precursora em manter e reproduzir corais em cativeiro, e hoje consegue abastecer todos os seus tanques com corais gerados ali mesmo, evitando uma possível sobre-exploração de seus hábitats naturais. A visitação é basicamente dividida em duas etapas: na primeira, o visitante é levado a conhecer o aquário com seus mais de 100 tanques; na segunda, o museu propriamente dito.

Os Aquariums

Mergulho nos Trópicos: a zona tropical revela a todos a vida movimentada do recife de corais e dos seus habitantes, com formas e cores encantadoras. Encare os tubarões e as piranhas, venha observar os peixes-palhaço e o temível peixe-pedra com espinhos mortais, admire o atraente peixe-cofre ou ainda os estranhos cavalos-marinhos.

Mergulho no Mar Mediterrâneo: mais de 200 variedades de invertebrados a serem descobertos nos tanques mediterrâneos, um mar de tesouros inimagináveis. Venha conhecer o polvo inteligente, tremer diante das temidas moreias ou admirar o balé tranquilo das medusas.

O Museu

Sala da Baleia e Sala Albert I: uma viagem para descobrir a Oceanografia, por meio de numerosos espécimes embalsamados, de fotografias e documentos de arquivo, de maquetes, esqueletos de mamíferos marinhos…

Oceanomania: o maior gabinete de curiosidades do mundo marinho, realizado pelo artista Mark Dion. Mais de 1.000 objetos das coleções do Museu Oceanográfico estão expostos em 180 m2: fósseis, quimeras, escafandros, livros preciosos etc. Além das exposições temporárias, o visitante pode encontrar atrações como tours guiados, workshops diversos, experiências de imersão digital em 360o, alimentação de peixes e um tanque de interação onde os visitantes podem tocar em estrelas-do-mar e outros seres marinhos. Ainda há jogos de som e de luz na Sala da Baleia.

Para a delegação do WOCA 2022, foi uma experiência edificante, um passeio pela história, reforçando a conscientização a respeito da preservação ambiental e seu impacto em nossas vidas.

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