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No mundo

Missão Namíbia

Por The Winners
13/05/2024 18:40
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Com o objetivo de criar conexões e oportunidades de negócios, o Global Council
of Sustainability & Marketing embarcou em uma missão especial Brasil Namíbia

Por Dina Dargham: Consultora de negócios internacionais, especialista em relações internacionais e política; Ricardo Latkani: Consultor de negócios internacionais, especialista em logística e comércio internacional

No dia 4 de abril iniciamos a nossa jornada a Namíbia, via Johanesburgo, capital da África do Sul, onde fizemos uma conexão com destino a Windhoek, capital da Namíbia nosso país de destino, onde como parte do time avançado, chegamos no dia 05 e iniciamos todos os preparativos do que viria a ser a conclusão com grande êxito desta missão comercial. Composta de atores dos setores de máquinas e equipamentos para embalagens, tratamento de água, marketing e mídia, equipamentos médicos e programas de saúde, em um contingente de 10 pessoas no total, pudemos apresentar soluções oriundas da criatividade e empenho da indústria brasileira, com o estruturado suporte do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, onde a sra. Embaixadora Vivian Loss Sanmartin, juntamente com o sua equipe, muito bem representou o governo brasileiro em todos os eventos a nosso convite, e que com muita galhardia deu o cunho oficial das intenções do Brasil em estar à frente com seu conceito de somar e co criar oportunidades de negócios “ganha ganha” ou “win win”. Além de aumentarmos as exportações brasileiras, agregamos valor com parceiros da Namíbia sobre os produtos brasileiros, tornando o produto criado no Brasil, atrativo por gozar de incentivos fiscais na Namíbia e tendo uma competitividade maior com concorrentes globais além de participar do desenvolvimento desta nação que tão bem nos acolheu.

Iniciamos com o projeto das empresas Deltronix e MedPej de combate ao câncer cervical que assola o mundo com uma média de uma mulher vindo a óbito por hora, e que na Namíbia não diferentemente, tem ceifado a vida de tantas mulheres que poderiam, através do sistema de clínicas para o Papanicolau, colposcopia e eletro cirurgia nos casos de NIC 1 a 3, ser tratadas até nos vilarejos mais longínquos em um espaço de 4 x 4 metros, que vem de encontro com o que preconiza a OMS até 2030. Com a Cetro Máquinas apresentamos soluções de empacotamento do arroz em casca a ser exportado do Brasil para a Namíbia a granel, pois tal produto é isento de tributação pelo acordo SACU Mercosul, para ser beneficiado na Namíbia, embalado para distribuição venda e consumo, na tanto naquele país quanto países vizinhos de forma a gozar dos mesmos incentivos que a operação acima. Ali, abrimos as portas para a exportação e competitividade ao produto brasileiro de uma forma ímpar nunca obtida no setor. Mas como são geniais e criativos, os engenheiros e técnicos dessa empresa, que na vanguarda da inovação e com ideais focados na segurança alimentar, trouxeram também a oportunidade em acordo assinado com a Shati’s Trading – empresa namibiana de investimentos – a possibilidade e, em pouco tempo instalarem em solo namibiano, uma fábrica de pasta de amendoim em sachê, que importará o amendoim brasileiro, para transformá-lo em pasta e embalá-lo na Namíbia, para que seja tanto fornecido às escolas, hospitais, orfanatos e locais carentes, do sistema público, para atender a programas complementares de alimentação infantil, inclusive, competindo com empresas europeias e norte-americanas, no fornecimento a órgãos como UNICEF, USAID, GIZ, UA, e outros África adentro. Como água, também é uma grande preocupação para a Namíbia que devido a aridez de mais de 85% do solo do país – que faz com que o acesso à água potável seja algo custoso e problemático, analisamos o potencial do grande aquífero localizado ao Norte do país, que tem disponível uma água que mesmo salobra, pode ser tratada, purificada e embalada para distribuição e venda, com equipamentos brasileiros incorporados a uma estrutura comercial em parceria formada entre uma empresa brasileira e outra namibiana, mais uma vez trazendo uma melhor condição de vida ao país.

Com a Super Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, procuramos promover o samba brasileiro e os laços com suas origens na África pela Namíbia, onde mostramos o quão tais laços podem ser frutíferos, tendo em vista que, como a Namíbia é pouco conhecida pelos brasileiros, o Brasil também o é pelos namibianos, que pouco sabem do poder industrial que o Brasil tem de ser o centro industrial desenvolvido de todas as necessidades de consumo de A-Z da Namíbia e países vizinhos. Como pudemos observar em seus supermercados, importam mais de 99% de tudo o que é vendido, incluindo outras áreas de varejo, tanto quanto energia, combustíveis, alimentos, veículos, partes e peças, material de construção, medicamentos, insumos para todas as áreas, máquinas e equipamentos para todos os setores, produtos de papelaria e embalagens, cosméticos, higiene e limpeza e tudo que a criatividade possa traduzir com os produtos “made in Brazil” e que tanto nos orgulha mas que não tem reconhecimento nestas paragens. Queremos com o Carnaval, mostrar em música e cooperação cultural, de aproximação de ambos os países um acordo firmado entre a Liga e o Ministério do Turismo e Meio Ambiente da Namíbia com o suporte do Ministério da Industrialização e Comércio daquele país, queremos fazer entre julho e setembro de 2024 possivelmente o Carnaval Brasileiro na Namíbia e indo mais além: ter a Namíbia como enredo de uma das escolas membro da Super Liga. E nossos objetivos foram além da unidirecionalidade do raciocínio exportador. Analisamos o equilíbrio com múltiplas vantagens de estratégias, no qual, criando um ambiente bidirecional, poderemos melhorar o custo médio do frete marítimo das exportações brasileiras de produtos congelados para a África Austral via Namíbia, no qual todos os contêineres descarregados no Porto de Walvis Bay com produtos brasileiros voltam vazios por falta de carga de retorno. Fizemos um mapeamento de campo e chegamos a alguns itens que podem fazer a diferença nessa questão. Um deles foi com a provocação de uma visita a Gendev, maior indústria pesqueira da Namíbia que por sinal é em suas águas que banhadas pela Corrente de Benguela, que se torna o natural criadouro do Hake, um tipo de merluza de altíssima qualidade e raro sabor, exportado para a Europa – onde se tem um alto valor por ser uma iguaria nobre – para de lá ou ser consumido e exportado para os demais destinos, incluindo o Brasil, que paga caro desnecessariamente por isso, pelo motivo de este produto não estar registrado para consumo humano, estrategicamente por interesses comerciais europeus. A Windhoek Lager, uma cerveja fantástica que segue uma receita alemã dos anos 1500 e que desde 1920 é produzida com a mesma receita desde sua criação e certificado de pureza, considerada por diversas vezes uma das melhores cervejas alemãs do mundo. As carnes nobres de bovinos que sempre batem recordes por quilograma na Harrods de Londres, como uma das melhores carnes do mundo, somente competindo com a carne de Botswana. As carnes de caça não predatória controlada, que seria uma iguaria como mal explorada, foi a carne do avestruz no Brasil, mas sendo que as da Namíbia tem um sabor inigualável e bom. O sal para nutrição animal da Namíbia que é um dos maiores fatores do sucesso do sabor da carne daquele país.

Com a palavra, o Vice-presidente do GCSM Thiago Turbian

Primeiramente, gostaria de agradecer ao governo da Namíbia por receber nossa comitiva, faço isso através do ilustre Presidente Nangolo Mbumba e de sua Ministra da Indústria e Relações Comerciais Sra. Lucia Lipumbu. Agradeço também a presença da Excelentíssima Embaixadora do Brasil na Namíbia, Sra. Vivian Loss Sanmartin, aos Sres. Ricardo Latikani e Dina Dargham pela iniciativa e empenho nesse projeto de aproximação entre nossos países. Em 1984 o velejador brasileiro Amir Klink partiu do porto de Luderitz na costa namibiana com a missão de atravessar o Atlântico em uma canoa, remando em solitário, até a cidade de Salvador na Bahia. Foram 100 dias entre o céu e o mar para concluir seu objetivo. Nesse momento, nossa organização, o GCSM, inicia tão desafiadora e importante missão como a realizada em 84 pelo corajoso velejador. Para além dos 100 dias e não em solitário, mas juntos, Namíbia e Brasil. Dois países que têm muito em comum, povos que, através do trabalho, vencem as adversidades de um longo processo de civilização e globalização. Para construir uma nação mais digna e economicamente sustentável. A união faz a força, através da comunhão e unidade para solucionar dificuldades sociais e econômicas. Para tanto, buscamos trazer a Namíbia, um grupo de seletos empresários, e suas soluções para as esferas da saúde, indústria, comunicação, construção civil, energia e entretenimento. Tão importante intercâmbio que se concretiza nesse momento e terá sua frutífera sequência em Brasília, capital e sede do governo federal brasileiro, onde estarão presentes importantes autoridades governamentais e empresários do Brasil. Com o objetivo de assim consolidar ainda mais o que hoje fazemos juntos em Windhoek. Vamos diminuir a distância estabelecida por um oceano. Que por maior que seja, será pequeno diante do empenho deste grupo. Foram necessárias apenas algumas horas para me encantar com este país e seu povo. Sempre dispostos, simpáticos, receptivos e donos de importantes riquezas naturais que colocam a Namíbia no centro geopolítico mundial. Com extrema relevância no cenário econômico do mundo, sendo hoje a quarta maior indústria de diamantes do mundo, produtora de 10% do urânio mundial, e desde 2022 uma das maiores reservas de petróleo da África. A próxima edição da revista The Winners será uma celebração da viagem de negócios que está unindo empresários do Brasil e da Namíbia. Nosso foco é destacar as conquistas, contribuições e a importância dos participantes nessa missão, incluindo autoridades políticas como o presidente, embaixadores do Brasil, além da importação de aprendizado de um país tão rico em cultura, educação e negócios. Ao longo desta edição especial, vamos explorar os momentos mais marcantes da viagem e colocar em destaque os empresários que fazem parte dessa iniciativa. Queremos mostrar como suas ações estão impulsionando a expansão internacional dos negócios e fortalecendo as relações comerciais entre nossos países. É uma oportunidade para reconhecer e celebrar o comprometimento desses líderes empresariais com o crescimento e desenvolvimento econômico, além de promover parcerias duradouras que beneficiam ambos os lados. Prepare-se para mergulhar em uma narrativa que destaca o sucesso desses empresários e a importância de suas conexões além das fronteiras tradicionais. A revista The Winners está pronta para contar essa história de progresso e colaboração internacional.

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