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No mundo

Empresas enfrentam cenário complexo

11/05/2023 16:57
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Por: João Roberto Benites, Presidente do Conselho de Administração da Tekno S/A. Conselheiro certificado pelo IBGC. É especialista em expansão estratégica de empresas

O mundo não cansa de nos desafiar. Para o ambiente corporativo, a dinâmica acelerada resulta em uma agenda cada vez mais densa e intrigante. Os líderes vivem mergulhados em um turbilhão de decisões onde orbitam não somente os temas diretamente ligados ao core business daquela organização, mas também às pautas inevitáveis a qualquer empresa que queira ser sustentável e perene. A pressão chega de diferentes lados. Necessidade de inovar, estar vigilante às ameaças cibernéticas, atender às normas regulatórias, adotar as melhores práticas da governança, alinhar-se às demandas de mercado, implementar os pilares do ESG, que em português referese às questões de Meio Ambiente, Social e Governança.

Quais são os desafios, riscos e oportunidades diante desse cenário? Como acionistas, conselheiros e executivos podem unir forças para conduzir uma companhia para o sucesso? Como Ética e Governança precisam estar ajustadas para que o negócio siga sustentável? Como a posição geográfica interfere no contexto e nas estratégias a serem adotadas? O  World Economic Outlook, estudo divulgado em abril pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), destaca o impacto do aumento das tensões geopolíticas nos fluxos de Investimento Estrangeiro Direto (IED). Reunindo dados de cerca de 300 mil aportes realizados de 2003 a 2022, o FMI buscou identificar evidências de recente realocação de recurso estrangeiro direto, e em que medida fatores geopolíticos influenciaram a direção desses fluxos. A partir daí, o estudo aprofundou as métricas do grau de vulnerabilidade dos países diante da realocação de IED, combinando fatores como: distância geopolítica entre a fonte dos recursos do país destinatário, se o setor em questão é considerado mais ou menos estratégico, e a força do mercado doméstico do país receptor do IED. A pesquisa é bem ampla e muito técnica, mas deixa clara a disposição dos investidores em priorizarem as corporações alinhadas à pauta ESG. Para nós latinos também vale prestarmos atenção à observação pertinente: a força do Brasil e países vizinhos na geração de matrizes energéticas limpas. Muitos novos negócios estão surgindo nesse segmento e precisamos estar atentos e sermos proativos, independentemente do setor onde atuamos.

Esse é um dos alvos de atenção, entre tantos outros que os Conselhos de Administração precisam estar sintonizados atualmente. Os noticiários têm a cada dia nos confrontado com a importância da ética e da boa gestão fiscal e financeira, trazendo novos anúncios de empresas com dívidas alarmantes, problemas com gestão contábil e pedidos de recuperação judicial. Transparência, equidade e prestação de contas são bases de toda boa governança, que somente existe a partir de um claro direcionamento ético na empresa. Quando uma empresa valoriza os princípios éticos, ela se torna referência em seu mercado e serve de exemplo para seus parceiros, colaboradores e clientes. Todos assumem uma postura de maior comprometimento. Cabe aos Conselhos de Administração seguirem ávidos por pesquisas, estudos, análises criteriosas e estarem receptivos às importantes contribuições vinda dos executivos, acionistas e dos comitês de gestão das empresas. Um Conselho de Administração carrega enorme responsabilidade, mas não faz milagre e não trabalha sozinho. Como todo colegiado, as bases de sustentação vêm do conhecimento compartilhado e cada ator tem papel fundamental na construção do futuro de um negócio.

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