Menu
No mundo

Coxinhas brasileiras de milhões nos EUA

13/07/2023 15:43
Publicidade

Casal de brasileiros tem faturamento milionário vendendo coxinhas para gigantes como Google, Amazon, Samsung, New York Times e WeWork

A crise econômica, o nível de desemprego e também o sonho de ter o seu próprio negócio, são alguns exemplos de motivações para o brasileiro resolver se aventurar no empreendedorismo. Segundo dados da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o número de empreendedores no Brasil chegou a 43 milhões de pessoas em 2021. E há brasileiros se aventurando fora do país. O casal Ricardo Rosa e Vanessa Oliveira, hoje, donos de um negócio milionário, não tinham em mente morar no exterior e muito menos criar uma empresa em território estrangeiro. A Petisco Brazuca, primeira marca do mercado especializada na produção e entrega de coxinhas, fatura, atualmente, mais de R$ 10 milhões nos Estados Unidos e atende gigantes do mercado como Google, Nike, Samsung, New York Times, Amazon e WeWork. Os empreendedores sempre olham as melhores oportunidades, e um número que cresce é o de brasileiros que estão empreendendo no exterior. Dados do Ministério das Relações Exteriores apontam que 45% das pessoas que possuem um empreendimento fora do Brasil, estão nos EUA. Existem muitos brasileiros que se tornaram empreendedores nos Estados Unidos. Alguns deles optam por começar suas próprias empresas para aproveitar as oportunidades de negócios e crescimento econômico que o país oferece. Outros escolhem se mudar para os EUA para expandir seus negócios já existentes ou para aproveitar o mercado de consumidores americanos. “Os empreendedores brasileiros nos Estados Unidos enfrentam desafios, como a barreira da língua e a necessidade de se adaptar à cultura e regulamentações comerciais diferentes. No entanto, muitos deles superam esses obstáculos e têm sucesso na construção de negócios bem-sucedidos e sólidos”, diz o CEO da Petisco Brazuca, Ricardo Rosa, empresa com 10 anos de mercado, localizada em Nova York. Além disso, existem várias comunidades e organizações de apoio a empreendedores brasileiros nos EUA que oferecem ajuda na forma de orientação, recursos e networking. Esses grupos podem ser uma valiosa fonte de apoio para os empreendedores brasileiros que estão começando ou expandindo seus negócios.

Ricardo Rosa, CEO da Petisco Brazuca

É amplamente conhecido que existe uma comunidade significativa de brasileiros empreendedores nos EUA, especialmente em cidades como Nova York, Miami e São Francisco. Alguns setores, como tecnologia e alimentos, são especialmente populares entre os empreendedores brasileiros. Em geral, é seguro dizer que há centenas de milhares, senão milhões, de brasileiros que trabalham como empreendedores no país norte-americano, contribuindo para a economia americana e criando novas oportunidades de negócios e emprego.

As coxinhas de milhões

Ricardo e Vanessa, com 24 anos na época, chegaram ao país para fazer apenas um intercâmbio, a ideia original era voltar ao Brasil e conseguir estabilidade em uma grande empresa. Eles foram e não voltaram. O que seria um período de 12 meses virou 10 anos. O negócio começou na cozinha do apartamento do casal, com apenas 3 metros quadrados. “Depois de muito estudo, enxergamos uma grande oportunidade de apresentar e introduzir a coxinha na cultura americana. Iniciamos nossa operação de forma online, assim conseguimos compreender as demandas do mercado, sem que tivéssemos que fazer um investimento pesado, absorvendo custos operacionais para fazer o negócio crescer”, diz Vanessa. De início o casal produziu manualmente de 5 a 10 mil coxinhas/mês.

De lá para cá, os empreendedores acumulam vitórias. Hoje, a Petisco Brazuca tem crescido a uma taxa de 30% ao ano e conquistou, durante quatro anos consecutivos, o prêmio de “melhor coxinha dos Estados Unidos”. A ideia que nasceu em uma festa, hoje, conta com lojas físicas, pop ups em feiras de rua e mais de 10 colaboradores full time, faturamento de US$ 2 milhões e planos ambiciosos para 2023, dentre eles: ampliar a fábrica própria, abrir novas lojas e lançar a linha de congelados.

O açaí também é gigante

Alan Huie e Evaldo Ferreira resolveram empreender com açaí nos Estados Unidos. A primeira loja da RíoZonas foi aberta em Los Angeles, em 2015. Ferreira chegou aos Estados Unidos em 1989, seu primeiro trabalho foi vender flores, depois conseguiu um emprego de faxineiro e foi promovido a mordomo. Na casa em que trabalhava tinha contato com muitos animais, o que o inspirou a abrir uma loja especializada, em 1990, em Hollywood. Em 2015, quando a família resolveu se mudar para Los Angeles, Ferreira resolveu apostar no mercado de açaí. Ferreira e Huie apostaram em trazer festas e comemorações brasileiras para o espaço, o que os ajudou a transformar a RíoZonas em um point. Hoje, a maior loja tem quase 280 metros quadrados, em North Hollywood. A marca é fornecedora oficial da NFL, e virou membro de organizações LGBTI+ locais.

Em 2021, com apenas duas lojas, o faturamento foi acima de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões).

Evaldo Ferreira, proprietário da RíoZonas

Doces e brigadeiros brasileiros

Outra história inspiradora é a de Renata Stoica, dona da TinyB. Em 2013, ela se mudou para os Estados Unidos para viver com o marido norte-americano. Lá percebeu que poderia ser interessante vender brigadeiros na cidade de São Francisco. Em 2014, Renata fazia os doces na cozinha da própria casa e oferecia para restaurantes e cafeterias. Atualmente, a marca TinyB tem uma fábrica no Vale do Silício. Com o início da pandemia, a saída foi uma versão online das aulas de brigadeiro: as caixas com os produtos eram enviadas para as empresas e seus funcionários faziam os doces em suas casas. Outra alternativa foi aumentar a oferta de produtos. Assim, a marca também passou a oferecer os cookies. Os eventos virtuais fizeram tanto sucesso que seguem no portfólio da empresa. O negócio de Renata faturou US$ 2,4 milhões em 2020.

Renata Stoica, dona da TinyB
Continua depois da publicidade
testedimarmo.info mielenkiintoinen omin kasin