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No mundo

Adriana Barbosa: Uma história de sucesso e de impacto social

07/12/2023 18:38
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Dona do maior evento de cultura negra da América Latina, a Feira Preta, a empresária Adriana Barbosa diz que seu trabalho é impulsionar a prosperidade e dar suporte a empreendedores e projetos que fortaleçam a comunidade negra. Edição 2024 chega mais forte e será no Parque Ibirapuera

Adriana Barbosa é muito conhecida pelo seu trabalho que impulsiona a comunidade negra, apoiando-a para que crie e expanda seus negócios. O empreendedorismo que ela promove é de impacto social, altamente reconhecido no mundo. Em 2020, ela foi eleita a primeira mulher negra entre os Inovadoras Sociais do Ano pelo Fórum Econômico Mundial. Em 2022 foi eleita uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina pela Blomberg Linea. Na história dela também tem um jantar com Barack Obama. Só este evento já a coloca em um nível alto de entendimento sobre o motivo pelo qual ela é reconhecida. Responsável pela Feira Preta, que é o maior evento de cultura negra da América Latina, Adriana se prepara para mais uma edição do evento, que será em maio de 2024, no Parque Ibirapuera. A previsão é que o evento todo faça girar R$ 15 milhões em negócios, vendas etc. Ela, que também é criadora do PretaHub, um centro de desenvolvimento de negócios voltados para a comunidade negra e periférica, vê projetos que nasceram a partir da Feira Preta e do PretaHub ganhando espaço mundo afora. Nesta entrevista, à Economy &Law, Adriana, conta sobre a Feira Preta, a Preta Hub, cases de sucesso e afro-empreendedorismo que vem sendo reconhecidos pelo mundo. Segundo dados de Adriana, seus projetos já impactaram 20 mil pessoas ao longo dos anos. Ganhadora de muitos prêmios e uma das pessoas negras mais influentes do Brasil, Adriana também fala de sua trajetória no empreendedorismo, passando de vendedora para criadora de projetos que mudam vidas.

The Winners Economy&Law – Em 2020 você foi reconhecida como a primeira mulher negra entre os Inovadores Sociais do Mundo do Ano, pelo Fórum Econômico Mundial e em 2022 foi eleita uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina pela Bloomberg Linea. Como você avalia tudo isso?

Adriana Barbosa – Avalio que o trabalho que eu tenho feito, com tanta dedicação, amor e propósito, tem rendido frutos e sido reconhecido. Fico muito feliz por poder planejar e realizar ações que promovem o crescimento e a prosperidade dos meus, da minha comunidade.

TWE&L – Conte um pouco sua trajetória até empreender.

AB – Eu me uni com uma amiga, que era da área de cinema e estávamos as duas desempregadas. Queríamos voltar para os nossos mercados, mas como não estávamos conseguindo, resolvemos fazer as feiras e mercados alternativos de rua. Ela vendia pastel e eu vendia roupa. Comecei vendendo as minhas próprias roupas, montei o Brechó da Troca, passei a trocar peças com outras mulheres para ter um acervo maior de peças que se diferenciavam do meu tamanho. O sistema era bem simples de troca. As pessoas se interessavam e eu trocava com elas. O Brechó da Troca circulava as feiras e mercados alternativos de rua com uma estrutura básica de araras e mesas de suporte para a venda de acessórios. Mas durante uma dessas feiras houve um arrastão e perdemos parte de nossa mercadoria. Nesse momento resolvemos que era hora de montar a nossa própria feira, com a nossa identidade.

Público durante show na Feira Preta 2023. Em maio de 2024 evento será no Parque Ibirapuera

TWE&L – Foi então que surgiu a Feira Preta? O que é e como funciona?

AB – A Feira Preta é um evento multicultural que acontece anualmente em São Paulo. Ela é considerada o maior evento de cultura negra da América Latina. A feira tem como objetivo promover a visibilidade e o empoderamento da comunidade negra, oferecendo um espaço para artistas, empreendedores, escritores, músicos e outros profissionais negros mostrarem seus trabalhos. Nascida em 2002, a Feira Preta surgiu do desejo de criar um ambiente onde a cultura negra pudesse ser valorizada e celebrada. Inicialmente, foi uma feira modesta, um espaço para empreendedores negros exporem e comercializarem seus produtos. A organização da Feira Preta é da Plataforma PretaHub, feita por um grupo de pessoas dedicadas e comprometidas com a valorização da cultura negra. Eles trabalham para garantir a diversidade na programação, selecionando expositores e artistas que representam a pluralidade da comunidade afro-brasileira. A feira conta com uma variedade de atividades, como exposições de arte, shows musicais, palestras, workshops, degustação de alimentos típicos e muito mais. A cada edição, a Feira Preta, promove tendências pretas e traz um tema central que orienta a programação e os debates.

TWE&L – Também é objetivo da feira girar a economia e estimular negócios?

AB – A feira busca criar oportunidades de negócios e fortalecer a economia criativa negra, através da promoção de empreendedores negros e de marcas que valorizam a cultura africana e afro-brasileira. A feira é um espaço importante para celebrar a cultura negra, fomentar o diálogo sobre questões raciais e fortalecer a identidade afrobrasileira. É um evento imperdível para aqueles interessados em conhecer melhor a riqueza e diversidade da cultura negra no Brasil.

TWE&L – Estamos falando em economia criativa?

AB – A Feira Preta é um excelente exemplo de economia criativa. Ela reúne uma variedade de empreendedores e artistas negros que utilizam a criatividade como base para seus negócios e expressões artísticas. A feira proporciona um espaço de visibilidade e oportunidades para essas pessoas, impulsionando a economia local de forma inovadora. No evento é possível encontrar uma diversidade de produtos e serviços criativos, como moda, artesanato, gastronomia, música, arte e muito mais. Essa variedade de expressões criativas contribui para o fortalecimento da identidade cultural negra e para o fomento de uma economia mais inclusiva e diversificada. Além disso, a Feira Preta também promove debates, palestras e workshops sobre temas relevantes para a comunidade negra, incentivando a troca de conhecimentos e o desenvolvimento pessoal e profissional. Tudo isso faz com que a Feira Preta seja um exemplo inspirador de economia criativa.

TWE&L – No ano de 2022, quando aconteceu a última edição da Feira, o evento movimentou mais de R$ 10 milhões. Onde você pretende chegar na próxima edição, que será em 2023? Vocês reestruturaram o evento?

AB – O Festival Feira Preta terá grandes mudanças em sua próxima edição. Com o tema “Ser Feliz é a Nossa Revolução”, a 22ª edição será realizada de 03 a 05 de maio de 2024, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Essa edição contará com atrações nacionais e internacionais, além de uma ampla programação de atividades. Estamos propondo algo inovador, buscando enraizar a felicidade coletiva e promover a celebração das identidades pretas, impulsionando a prosperidade não apenas pelo entretenimento, geração de renda, mas também pelo impacto social. Essa nova etapa foi pensada para trazer novas experiências e construir um novo diálogo com o público. Com o apoio da PretaHub, a holding do Festival Feira Preta, e de Bárbara Soalheiro, idealizadora da metodologia do MESA, unimos especialistas em festivais, publicidade e entretenimento para criar soluções e juntos escrevermos essa nova história do Festival.

TWE&L – Qual é a perspectiva para a edição 2024?

AB – O evento almeja estar entre os grandes festivais do Brasil, marcando um posicionamento mais sólido com a presença de artistas renomados. Para viabilizar essa edição, adotaremos um modelo freemium, oferecendo espaços gratuitos e pagos, ambos com shows de artistas pretos reconhecidos, ativações de marcas, feira de empreendedores, palestras e gastronomia. [Freemium é um modelo de negócio baseado na criação e disponibilização de um produto ou serviço gratuito, porém, conforme o usuário/ negócio avança em sua jornada de consumo, a empresa disponibiliza uma opção paga que conta com funcionalidades extras ou recursos mais avançados]. Nossa decisão de migrar para o mês de maio busca construir uma narrativa diferente, convidando o mercado a promover eventos voltados à comunidade ao longo do ano. O Festival Feira Preta sempre se reinventou em resposta às mudanças sociais, culturais e políticas brasileiras, tendo a questão racial como ponto central. Ao longo dos anos, o festival se tornou um espaço potente e seguro para a comunidade negra. O objetivo é ampliar essa experiência ao longo do ano e estimular uma nova dinâmica de celebração das potências negras.

TWE&L – Você também é a diretora-executiva da PretaHub. Como é este trabalho?

AB – Ser diretora-executiva da PretaHub é uma realização imensa. É estar à frente de um ecossistema que busca impulsionar e dar suporte a empreendedores e projetos que fortaleçam a comunidade negra. É um trabalho que visa não apenas o sucesso comercial, mas também o impacto social positivo. Quanto a PretaHub, esta é uma iniciativa que nasceu da necessidade de expandir os horizontes da Feira Preta e os seus impactos sistêmicos, indo além do festival em si. Ela é uma plataforma que visa potencializar e impulsionar negócios, projetos e iniciativas que promovam a cultura, o empreendedorismo negro e a economia criativa.

PretaHub é um dos projetos de impacto econômico e social liderado por Adriana Barbosa

TWE&L – No que consiste esse projeto? Ele acelera negócios?

AB – Por aqui, promovemos iniciativas que visam ampliar o impacto e o alcance da cultura negra, seja por meio de projetos, pesquisas, eventos, mentorias ou programas de fomento ao desenvolvimento ao empreendedorismo. Nosso objetivo é construir um ambiente mais favorável que possa estimular o desenvolvimento econômico e social da comunidade negra, e contribuir para uma economia mais inclusiva, equitativa e diversa. A PretaHub é um espaço de colaboração, inovação e fortalecimento da identidade afro-brasileira, onde buscamos criar um ecossistema vibrante e inspirador para a comunidade negra e seus aliados.

TWE&L – Você é conhecida como uma grande conectora do empreendedor periférico em função dos eventos e da PretaHub. É possível mensurar quantos empreendedores vocês impulsionaram e quantos já passaram pelos seus projetos?

AB – Inúmeros. Por meio do nosso projeto Afrolab, uma comunidade voltada às pessoas empreendedoras negras, já impactamos mais de 20 mil pessoas diretamente, nos últimos 22 anos. No programa, oferecemos conteúdos com foco em comunicação e marketing, vendas e negociação, gestão de negócios, gestão financeira e, principalmente, autoconhecimento, além de investimento nos negócios, abertura de mercados para escoamento de produtos e serviços.

TWE&L – O empreendedorismo na população negra é também uma ferramenta contra a desigualdade?

AB – Sim, o afro-empreendedorismo hoje é a estratégia mais potente que temos que pode promover a mobilidade social e econômica da população negra no Brasil. Além de ferramenta importante contra a desigualdade. Ao criar e impulsionar negócios próprios, os empreendedores negros podem contribuir para o crescimento econômico de suas comunidades, reduzir disparidades financeiras e promover o empoderamento socioeconômico, criando oportunidades de emprego e impactando positivamente suas realidades.

TWE&L – O Brasil tem 13,6 milhões de pessoas morando em favelas e seus moradores movimentam R$ 119,8 bilhões por ano, segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com o Data Favela. A economia na periferia é subestimada no Brasil?

AB – Sem dúvida, há uma riqueza incrível nesses lugares, mas frequentemente ela não é reconhecida. Essas comunidades são verdadeiros polos criativos e econômicos, sendo crucial valorizá-las e investir nelas para promover um desenvolvimento mais inclusivo e equitativo em todo o país. Na PretaHub, por exemplo, realizamos anualmente o SPerifas, um programa que busca incentivar a cultura e o empreendedorismo nas áreas periféricas de predominância negra. O projeto começa com a realização do Afrolab em cinco distritos da cidade de São Paulo e culmina em eventos nessas regiões, promovendo contratações e distribuição de renda local, impulsionando a cultura regional e estimulando as vendas de produtos e serviços dos empreendedores locais.

 

TWE&L – Tem um outro estudo, este conduzido por intelectuais e estudiosos da comunidade negra no Brasil, divulgada pelo Grupo Globo, que diz que 51% dos negros donos de pequenos negócios procuraram empréstimo nos últimos 2 meses, mas muitos não conseguiram. Quando você promove eventos como a Feira Preta você está tentando ultrapassar esta barreira? Como isso acontece, na prática?

AB – Com certeza! Quando organizamos eventos como a Feira Preta, buscamos ativamente ultrapassar essas barreiras. Uma das formas práticas é oferecer espaços e oportunidades para empreendedores negros exporem seus negócios, sem barreiras financeiras intransponíveis. Na prática, isso se traduz em proporcionar condições mais acessíveis para que esses empreendedores participem do evento, muitas vezes oferecendo estandes a preços mais acessíveis ou até mesmo criando programas de apoio e mentoria para ajudar na preparação e na viabilização de seus negócios. Além disso, procuramos estabelecer parcerias e conectar esses empreendedores a instituições financeiras, oferecendo possibilidades de acesso a crédito e orientação sobre como tornar seus negócios mais atrativos para investimentos. É uma forma de contribuir para que esses empreendedores superem as dificuldades financeiras e tenham mais oportunidades de crescimento e desenvolvimento.

TWE&L – Você pode mencionar cases de sucesso que nasceram dos seus projetos?

AB – Tem vários! Mas vou citar aqui a Xeidiarte e a Terra Preta Produções. A Xeidiarte é uma marca criada por Dan Sousa, um designer gráfico e ilustrador natural de Salvador e morador da cidade de São Paulo desde 2013. A história da Xeidiarte teve início em junho de 2015, no Facebook, como uma página dedicada a ilustrações, charges e caricaturas, com o intuito de provocar reflexões sobre nossa sociedade, desafiando padrões e promovendo o respeito e a igualdade de direitos e oportunidades, sem perder o toque do bom humor. Atualmente, a Xeidiarte comercializa camisetas, vestidos, bonés, quadros, cadernos, agendas e continua buscando constantemente novidades. Outro exemplo. Fundada em 2016 por Rodrigo Portela, a Terra Preta Produções é uma produtora especializada na criação de conteúdos audiovisuais. Sua missão é contar histórias por meio de imagens que capturam a essência e potência de instituições, marcas e empreendimentos de todos os portes. Como um coletivo de criativos negros, a Terra Preta Produções está empenhada na arte e nas técnicas de desenvolvimento, produção e finalização de narrativas audiovisuais, abrangendo desde vídeos institucionais até documentários, séries para web e TV, programas de entretenimento, cobertura de festivais, videoaulas, fashion films e muito mais.

TWE&L – Uma frase que lhe inspire.

AB – “Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo”, Nelson Mandela.

TWE&L – Você tem algum sonho ainda não realizado? Qual seria?

AB – Ser poliglota, falar outras línguas, para atravessar essas barreiras territoriais.

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