Nasce uma boutique diferenciada no disputado mercado de M&A

por The Winners
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Todo mundo quer aproveitar a onda de consolidação e de negócios gerados por fusões e aquisições. De janeiro a setembro, 687 transações aconteceram no Brasil, um recorde histórico. Agora, a OBB Capital nasce com a proposta de prestar um serviço diferenciado graças a grande experiência dos seus sócios e seu vínculo com uma das maiores empresas de executive search do mundo.
A pandemia segurou por um tempo, mas não brecou o movimento de fusões e aquisições no mercado brasileiro. Tanto que, de janeiro a setembro de 2020, ocorreram 687 transações no país, um recorde para o período, segundo dados da PwC. Em setembro deste ano, foram 92 transações, um recorde também para o mês.
O volume de transações, até agora, está 10% acima do apresentado no mesmo período de 2019, quando o Brasil teve 912 negócios de fusões e aquisições, o melhor desempenho da série histórica da pesquisa da
PwC. A consultoria estima que em 2020 serão realizadas cerca de mil operações.
Em 2020, as transações envolvendo investidores nacionais representam 75% do
total. O crescimento da participação de investidores locais em detrimento dos internacionais é uma tendência que pode ser observada desde 2016 quando a participação nacional ainda era de 54%. Grande parte dessa tendência nacionalista pode ser explicada por inseguranças políticas e econômicas que tem gerado incertezas no investidor internacional. Também a queda drástica dos juros fez com que investidores brasileiros começassem a procurar ativos reais para aplicar seu capital.
É nesse cenário que está nascendo uma nova boutique de fusões e aquisições no mercado brasileiro. É a OBB Capital, que surge com quatro sócios com larga experiência no mundo empresárial. São eles Ademar Couto, Flavio Pestana, Luiz Wever e Luiz Crispim, o managing partner.                                                                                                                                   Couto, Pestana e Wever, atuam também na Odgers Berndtson, uma das principais
empresas de recrutamento de executivos de alto escalão do mundo que conta com 61 escritórios em 29 países. Crispim, por sua vez, tem experiência no mercado de M&A, private equity e venture capital. De 2009 a 2019, ele foi sócio da Santa Fe Asset Management. A nova empresa nasce com foco bem definido. “Nosso objetivo é atender empresas sólidas e
familiares, com faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 1 bilhão”, afirma Crispim.
Negócios com empresas com faturamento acima de R$ 1 bilhão estão nas mãos de grandes bancos, como BR Partners, Itaú BBA, Bradesco BBI, BTG Pactual e CSFB e outros bancos de investimentos que atuam no Brasil.
A OBB Capital vai atuar numa faixa que concentra a maior quantidade de negócios de fusões e aquisições no mercado brasileiro: o middle market. Segundo a PWC, entre 80% e

Ademar Couto, Luiz Crispim, Flavio Pestana e Luiz Weve

90% das transações de fusões e aquisições no Brasil são na faixa abaixo de R$ 1 bilhão.
É um mercado altamente competitivo, composto por diversas boutiques especializadas em assessorar negócios. Entre
elas, destacam-se nomes como IGC Partners, G5 Partners, Condere, JK Capital, entre outros players.
A OBB Capital, que atua de forma independente da Odgers Berndtson, foi estruturada no início deste ano. E, por conta da pandemia, está começando a acelerar os projetos partir de agora. A meta é trabalhar de oito a dez mandatos por ano. No momento, a OBB Capital está atuando em quatro operações.
A boutique atuará também em captação de recursos e operações estruturadas e especiais de crédito, como a montagem de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios FDICs) e até mesmo fundos imobiliários.
O grande diferencial desta boutique em relação as demais do mercado é a grande experiência dos sócios que administram uma grande empresa de consultoria estratégica em recursos humanos que já atendeu mais de 800 empresas no país. A Odgers Berndtson conta com 14 sócios especialistas em cada um dos segmentos do mercado e pode, se necessário, acionar sua rede de escritórios em todo mundo.
O grupo de sócios já trabalhou em conjunto, antes de criar a OBB Capital, em alguns negócios de fusões e aquisições. É o caso da venda do aplicativo Queima Diária para a rede de academias Smart Fit em que Couto, Wever e Crispin assessoraram.
Couto também participou de outros negócios. Entre eles, a venda da Phytoervas para a
Bristol Meyers, Cetip para a Advent International, a Clique&Retire para um fundo de investidores e Natural One para o Gávea.
Do time de sócios, Couto trabalhou 20 anos no mercado financeiro, dirigindo a área de M&A de bancos como Societe Generale e o Chase Manhattan Bank.
Pestana tem 30 anos de experiência no setor de comunicações. Foi diretor superintendente no Grupo Folha, presidente do Valor Econômico e diretor executivo do Grupo Estado. O sócio também tem expêriencia em conselhos de administração como por exemplo o do UOL.
Já Wever tem bastante experiência na área de consumo e de recursos humanos e atua no Conselho do Hospital Alemão Osvaldo Cruz.
Crispim, por sua vez, tem experiência internacional, tendo atuando no mercado financeiro europeu, na área de private equity, em setores como imobiliário de luxo, logística, tecnologia, energia renováveis e crédito de carbono.

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