Marcelo Checon: Coragem e inovação que conquistaram o mercado cenográfico brasileiro.

por The Winners
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Marcelo Checon, hoje um ícone no mercado de eventos, iniciou sua carreira aos 19 anos. Ex-estudante de Hotelaria e Administração, descobriu no universo dos eventos sua motivação e a oportunidade de uma carreira.
Sua trajetória foi marcada por grandes projetos e espetáculos, mas também por muito
trabalho e dinamismo. Como ele gosta de definir: “Suor, lágrimas e muita alegria”.
Em 2005, fundava sua própria empresa, a MChecon, que se tornaria referência no mercado cenográfico. O início caracterizou-se por ousadia e muita coragem. Sem capital financeiro para manter a empresa por mais de um mês, apostou em seu principal ativo: o relacionamento com os clientes.
Vindo de uma família de classe média, pai engenheiro civil e mãe pedagoga, aproveitou todas as oportunidades que a vida lhe ofereceu. Entendeu desde cedo que para conquistar seus objetivos deveria ter atitude, cultivar os relacionamentos e trabalhar pelo resultado.
Mesmo com tanto trabalho e grandes projetos, Marcelo adora aproveitar o tempo com a família, viajar e desfrutar de bons momentos. Casado com Samara Checon e pai de três filhos – João Paulo, 7 anos, Mássimo, 4 anos, e a recém-nascida Maria Helena –, dedica os finais de semana (quando possível)
para criar aventuras educativas com as crianças e sobrinhos. Reunir amigos e familiares segue na sua rotina, sendo esse seu traço mais marcante.
Hoje, além do encorpado portfólio com grandes projetos e execução impecáveis da

Altar do Papa Francisco I

MChecon Group, este jovem e competente executivo se lança em mais um desafio. Acaba de inaugurar a b2US – business para nós, em sociedade com Flavia Bonfá. Uma empresa pautada na construção de negócios a partir de relacionamentos interpessoais. Seu objetivo será conectar projetos e clientes com interesses em comum, desde cotas de patrocínio, venda de empresas e marcas a ações de live marketing.
Ele reconhece o potencial do Brasil para explorar novos mercados e nichos de atuação. Posicionado estrategicamente em todas as regiões do país, Checon sabe que tem um longo caminho para seus planos se tornarem
realidade. Mas, para quem trabalha todos os dias com prazos apertados, esse é só mais um obstáculo a ser superado.
Confira nesta entrevista especial a construção da carreira e da obra desse empresário competente, inovador, arrojado e que faz da MChecon Group seu grande legado para o setor de eventos brasileiro. Um exemplo a ser reconhecido e admirado.
The Winners – Você cursava duas universidades – Hotelaria e Administração –, mas seguiu carreira no setor de eventos.
Como foi este processo? Conte-nos um pouco deste momento.

Marcelo Checon – Aos 18 anos, meu pai era presidente da Câmara Brasileira do Livro, e eu trabalhava como monitor infantil em excursões escolares. Foi quando tive a oportunidade de trabalhar na Bienal do Livro por 30 dias. Iria
ganhar o dobro e terminei o período com R$ 3 mil, achando que estava rico (risos). Mas foi puxado, cheguei achando que teria alguma vantagem e não foi nada disso. Trabalhei bastante e aprendi muito. Logo depois fui para uma montadora de estande como assistente de produção.
Seguia cursando administração e hotelaria, e no segundo ano de administração eu percebi que não ia atender à demanda do curso. Eu trabalhava em uma montadora, e a dinâmica foi ficando cada vez mais complicada em cumprir as atividades. Estava montando o show do Rolling Stones no Pacaembu e, ao mesmo tempo, tinha uma aula de economia – como falar para meu chefe que eu tinha que ir pra aula? Não aconteceu.
No quarto ano ficou inviável seguir as universidades, já havia um descompasso entre a vida profissional e a acadêmica. Além do mais, eu já era apaixonado pelo mercado de eventos. Optei por não concluir os cursos e confesso que sinto um pouco de falta da teoria da academia, mas o que aprendi na prática tem grande peso nos negócios. Hoje me vejo fazendo arquitetura, mas falta tempo.
Na hotelaria, vi a importância de trabalhar em equipe, focar em relacionamentos, alinhamentos, ter um discurso claro e objetivo.
A administração contribui na construção da empresa, na definição de pilares, na área tributária, o que enriqueceu muito o processo.
Já no mercado de eventos, fui entendendo a importância das relações e como a minha base de valores e premissas faziam a diferença. Eu era um dos poucos produtores, na época, que falava inglês. Isto possibilitou que eu conversasse com o cliente de forma direta e simplificasse o processo abrindo muitas portas. Os clientes falavam de igual para igual.
Aos poucos, fui ficando conhecido no mercado, e os clientes já procuravam por mim, independentemente da empresa, e cada vez mais sentia segurança em entender meu caminho e seguir adiante.

TW – Qual foi o aprendizado que você trouxe das empresas antes de abrir a MChecon? Algum líder teve influência em suas escolhas?

MC – Aprendi muito na prática. Ter iniciado no setor tão jovem me permitiu ver muitas evoluções. A questão de atender ao cliente e entender suas limitações e as limitações da empresa contribuíram muito em decisões que tomo hoje de forma segura e madura. Isso me ajudou a ter clientes que estão conosco
há muito tempo, pois confiam na entrega, na
qualidade e na seriedade do trabalho.
Quanto a líderes, neste mercado, é difícil, pois é bem informal e a mortalidade empresarial é altíssima. No meu mercado muitas empresas não deram certo, e as que deram são poucas. Isto faz com que eu olhe para fora.
Eu sempre tive líderes externos e buscava inspiração em suas histórias. Adoro

Mudança de paradigma – Marcelo no centro do escritório com a equipe

ler biografias, e fico fascinado por saber como nasceram as ideias e os conglomerados empresariais.
Neste momento, estou lendo a biografia do fundador do Netflix e achando genial.
Ele chegou em um momento de liderança da
Blockbuster no mercado de filmes, e de repente veio com streaming, uma ideia nova e arrojada que vislumbrou o futuro da comunicação.
Nós da MChecon estamos neste processo de restart. O que ela fez até hoje é uma referência, mas entendemos que é necessário inovar e atualizar suas operações. E este processo deve refletir rapidamente. Estamos montando, pela primeira vez, o São Paulo Boat Show com base em uma nova tecnologia que buscamos há mais de quatro meses. A dinâmica do mercado nos faz agir com objetivo e praticidade. Minha mulher fala que sou prático, mas fui moldado pelo mercado ao longo dos anos. Fazemos ações com data e hora para abrir, e isto nos obriga a pensar de forma ágil e rápida. Nosso produto é como uma TV ao vivo, vai acontecer.
Olhando hoje, todas as experiências que tive nas empresas onde trabalhei (boas ou ruins) me deram a chance de tomar novas decisões e buscar oportunidades. Por exemplo, os eventos internacionais foram uma vitrine. Eu tinha acesso aos clientes, falava inglês, o que foi um grande diferencial.
Hoje, vejo que a experiência do que não fazer tem um grande peso nas decisões que tomei. Muitos são os aprendizados que eu tenho de fora, do mundo globalizado, e quero trazer para a empresa – mundial, econômico, gestão – para incentivar as pessoas que trabalham na empresa a serem engajadas, criativas, autônomas. Em um setor de alta demanda de carga horária, estar atento a isto faz toda a diferença no fluxo da entrega e no cumprimento dos projetos.
Eu cheguei a ficar de três a quatro meses sem um final de semana de folga. Então, precisa amar muito o que faz e entender o impacto disto na sua vida e na sua entrega para a sociedade. E alimentar esta paixão na equipe e na nossa rede de contatos é um desafio diário.

TW – Qual foi o primeiro grande projeto da MChecon, desafios e superação? Como destacar o início da empresa?
MC – O principal ativo da MChecon, desde que foi fundada, em 2005, eram os clientes.
Eles já me procuravam para executar projetos achando que eu estava em outras empresas, e assim, fui informando que agora tinha minha empresa. E as pessoas reconheciam o meu nome e queriam falar comigo, então a empresa foi batizada como MChecon Group. Neste momento eu fazia de tudo, do financeiro até dirigir caminhão, e foi isso que me deu bagagem e aprendizado.
O primeiro ano foi dominado por projetos de estandes, nicho que estava inserido há oito anos e tinha grande conhecimento. Os grandes eventos só apareceriam no ano seguinte, em 2006. O Nokia Trends, evento que reuniu 12 mil pessoas no Anhembi, em São Paulo, foi o pontapé inicial.
Dois estandes a serem montados na feira Feicon foram o primeiro projeto da empresa: Lukscolor e Camargo Corrêa, mas eu não tinha R$ 10 mil no banco para comprar madeira. Era tudo feito no meu cheque, de forma artesanal.
Tão jovem, com um misto de irresponsabilidade e coragem.
Eu acreditava no meu potencial e na equipe, aquele risco não era novidade. A novidade é que, na fundação da empresa, o dono não tinha capital (risos). Tinha vendido uma moto por R$ 20 mil, e o valor do galpão alugado era R$ 12 mil. O dinheiro pagava o primeiro mês de aluguel do galpão. Isto foi um impulso para buscar as oportunidades e a certeza
da importância das relações. Esses primeiros clientes ficaram conosco até sua saída das feiras, mas são empresas onde encontramos grandes parceiros.
Reconheço que, se não fosse aquela ousadia, a empresa não teria saído do papel.
Consegui fazer as coisas acontecerem e seguirem de forma sólida.
O desafio foi maior quando peguei grandes eventos, como Nokia Trends, Planeta Terra, Rock in Rio, o altar do Papa Francisco I. Eu olhava e confiava que podia executar. Vejo toda a trajetória e tenho muito orgulho do que construímos. Desenvolvemos projetos em

ambientes diversos sempre com a mesma garra, focados no resultado perfeito para o cliente e para o público.
Olhando nosso portfólio posso conferir a pluralidade dos projetos que atuamos e comparar com os rumos que queremos trilhar dá a sensação de dever cumprido diariamente.

TW – O mundo é palco de muitos lugares exóticos e diferenciados. Há algum lugar que o inspira no desenvolvimento de novos projetos?
MC – Nos últimos anos, conheci lugares que permitiram abrir novos horizontes. Como sou um arquiteto frustrado (risos), eu tenho um olhar pela execução impecável em obras e projetos arquitetônicos.  Dubai, com suas edificações e inovações, é um exemplo. Quando você vai ao Museu do Louvre em Abu Dhabi e vê que foram investidos U$ 500 milhões na construção, o desejo é compartilhar aquela execução com a equipe.
Eu tiro fotos e envio para os criativos da empresa como inspiração.
Nova York é outro lugar ótimo para nosso setor, as peças, a dinâmica da cidade.
Ano passado fui para Lisboa em uma viagem familiar. Foi encantador. Não saímos de Portugal, mas viajamos de norte a sul conhecendo suas singularidades e seu acervo cultural. Lisboa é uma cidade em que eu moraria.
Andar por lugares novos, ou diferenciados, ver objetos e seu uso em projetos, alimenta meu espírito. Adoro compartilhar também as fotos nas mídias sociais. Às vezes, as pessoas não têm a oportunidade de visitar fisicamente aquele local, e sinto que posso contribuir oferecendo um olhar. É motivador.

TW – Há um esporte preferido que influencia nos seus projetos ou um evento esportivo que ainda gostaria de produzir?

MC – Pratico jiu jitsu e natação. Adoro futebol, embora já esteja velho para as partidas e o considere um esporte de impacto mais alto (risos). Sofri uma lesão em 2010 e quebrei uma perna, então, fiquei um pouco traumatizado com o futebol. Mas é um esporte apaixonante, de muitas emoções.
São esportes que gosto, mas que não interferem no meu olhar em relação aos projetos. A MChecon fez a abertura e o encerramento da Copa do Mundo FIFA no Brasil e, com isto, realizei o sonho de estar no Estádio Maracanã e na abertura do maior evento mundial de futebol.
Fizemos um evento emblemático, um dos 10 cases de grande impacto em nosso portfólio.
Sou um empresário satisfeito com a coragem que tivemos nestes quase 16 anos em assumir responsabilidades gigantes e desafiadoras. Um exemplo foi o hotel do Rock in Rio. Um projeto completo e funcionando como deveria ser um hotel. As pessoas dormiram nele, usaram todo o espaço, da recepção aos banheiros.
Com a maturidade, avalio mais os riscos de cada negócio e prefiro deixar o comportamento mais audacioso na execução de projetos inovadores e que agreguem valor ao negócio de forma segura.

TW – Certamente, para uma pessoa que sabe cultivar relacionamentos, foram muitos amigos nesta jornada. Pode falar um pouco sobre eles?

MC – Foi um privilégio construir grandes amizades. Destacar alguém seria injusto com todos. Há muitas pessoas envolvidas em cada ação, desde clientes, fornecedores até a equipe interna. Eu sempre me preocupei em estar presente nas execuções e entregas, até para o cliente entender que eu levo a sério o projeto dele. Mas algumas pessoas deixaram sua marca.
O criativo Carlos Pazetto, por exemplo, eu o via nos desfiles da Gisele Bündchen e falava: “Nossa, ele é incrível”. Hoje, ele é meu amigo pessoal. A gente faz trabalhos juntos. Pablo Fantoni, hoje CCO da BFerraz México. Fizemos grandes edições do Planeta Terra juntos. Atualmente, ele mora no México, e quando está em São Paulo se hospeda em
casa. É como reviver aquele tempo. Este mercado de eventos me apresentou pessoas incríveis, boas e talentosas, as quais me orgulho de chamar de amigos.

TW – Atuando neste mercado de grandes espetáculos, você cultiva ídolos da música, da televisão e do cinema? Como as pessoas contribuem no desenvolvimento de seu negócio?

MC – O Brasil, em especial, é um polo de grandes obras culturais e artistas fantásticos.
Eu admiro muitos deles. A cada geração somos agraciados com novos talentos, mas, não tenho um ídolo em específico.
Adoro ir ao cinema, porém, em função do trabalho, o frequento muito pouco. Os últimos filmes aos quais assisti fui com meus filhos, uma programação totalmente familiar.
Curioso é que meus ídolos são muito voltados para o lado criativo, como Nizan Guanaes, gênio, ou para o mundo corporativo na construção de grandes empresas, conglomerados.

O que o Abílio Diniz descreve no livro, a trajetória da construção do Pão de Açúcar, é
incrível, inspirador.
Os fundadores da 3G Capital, Marcel Telles, Beto Sicupira e Jorge Paulo Lemann, que tiveram a “audácia” de comprar uma cervejaria e viraram sinônimo de grandes investidores.
Elon Musk, da Tesla, e Jeff Bezos, da Amazon, isso mexe comigo. Quando vejo essas histórias penso: “Olha a sacada do cara.
Por que não inventei o Uber, ou o Airbnb?”.
Esses caras, para mim, são gênios. A própria rede social é um exemplo, com o Mark Zuckerberg começando pequeno e se tornando uma grande ferramenta de comunicação e mídia.
São empresários que me guiam, me movem para novos olhares e perspectivas.
Um dos resultados por acompanhar as histórias dessas pessoas é a mudança que fizemos na empresa. Ao mudar de escritório, uma das primeiras medidas foi abolir uma sala fechada para mim. No projeto, eu já sabia que queria fazer igual ao Zuckerberg e sentar no meio da equipe. Não queria ter paredes nem vidros.
Eu estou no meio de todos, ouço todos, partilhando do mesmo espaço. E, assim, algumas decisões na empresa
foram tomadas com base no diferencial das pessoas que admiro e respeito.
Aliás, nossa mudança para uma nova sede foi totalmente estratégica. Não existe a intenção de virarmos uma agência, mas o objetivo é nos aproximar do mercado de maneira física, diluindo nossa unidade operacional em galpões desenvolvidos de acordo com suas expertises construtivas. Somos e continuaremos sendo fornecedores para o segmento,
respeitando sempre o espaço das agências.
O fato é que precisávamos de um espaço para transmitir a nossa essência, que é o desenvolvimento de projetos, desde sua criação até a implantação e entrega, mas que estivéssemos próximo do cliente e em harmonia.
Nele, está concentrado o comercial, dividido nas áreas Retail, Estande, PDV, Cenografia e Arquitetura de Negócios, Criação, Gestores de produção e áreas de Marketing, Recursos Humanos e Financeiro. E a nossa nova empresa, recém-lançada, a b2US.

TW – Você já foi notícia por ter rebaixado seu próprio cargo. Qual o impacto de uma decisão como essa para você e para a empresa?
MC – Eu percebi esta necessidade nas reuniões. Algumas pessoas ficam inibidas na presença do “chefe” e dono. O interessante é que sempre tive uma participação próxima com todos, sem distinção de cargos ou função na empresa. Eu sou acessível, as pessoas podem falar comigo.
Comecei mudando o comportamento. Em alguns momentos estratégicos eu não participava para ver qual seria a conduta de cada membro da equipe, e depois participava para ver se houve mudança nas argumentações e apresentações.
A partir daí tive a convicção que precisávamos evoluir na gestão, e o exemplo que dei do Zuckerberg teve grande influência na decisão final.
Resolvi mudar para que as pessoas entendessem que sou um ser humano como qualquer outro: pai, marido, com erros e
acertos. Acredito que mais acertei do que errei na MChecon, e quero transmitir isso para as pessoas que trabalham comigo. Quero compartilhar conhecimento e minhas experiências, não quero que haja barreiras físicas que estanquem a comunicação. Não sou o “chefe” que manda, mas o gestor que dá o direcionamento.
O fato é a necessidade de que todos na companhia estejam no mesmo nível de mindset em relação ao planejamento e ao futuro da empresa. Não adianta eu ter este direcionamento e as pessoas estarem no caminho oposto.
Compartilhar esta transparência é o que venho buscando para os próximos 15 anos. No antigo escritório, eu perdi alguns acessos porque ficava isolado em uma sala e as pessoas não se conectavam comigo. Era difícil bater à porta do “chefe”.
Não tenho sócio, estou na gestão sozinho. Preciso que as pessoas tenham iniciativa, tomem uma decisão, se apropriem do negócio e seus riscos.
Eu entendo que este processo foi um grande ganho para a empresa e a equipe.

TW – Você é visto como um inovador, conhecido pelos grandes eventos e a ativação
de marcas e projetos diferenciados. Como é a concepção de novas unidades de negócios e a sua estratégia de crescimento?
MC – Estamos em constante avaliação de nossos projetos e, neste momento, em um processo de reset. Já vínhamos, com mais força desde 2017, avaliando as opções do mercado e de ampliação do negócio. Com a pandemia, este processo se intensificou.

Ativação Itaú no Rock in Rio 2019

O mercado paulista é recheado de eventos, mas está saturado. As disputas estão se resumindo a preço. E este não é o perfil da MChecon. Precisamos pensar fora da caixa.
Quando criamos novas unidades de negócio, o objetivo era viabilizar grandes projetos com budgets apertados sem perder a qualidade e o poder de execução pelo qual somos referência. Neste sentido, o núcleo Arquitetura de Negócios foi uma das grandes apostas da empresa, pois ajuda os clientes a adicionar receita aos projetos envolvendo marcas dispostas a realizar ativações em um evento ou ponto de venda. Esse trabalho pode envolver desde a busca de marcas dispostas a realizar ativações com cenografia em um evento ou um ponto de venda até a concepção e viabilização de um projeto. Eu acredito que este momento foi um embrião para a criação da b2US.
A b2US também é uma inovação. Ela completa os negócios da MChecon, quando possibilita conexões para viabilização de projetos.
Vamos somar as possibilidades de mercado para empresas variadas e proporcionar ativações de marca cada vez mais dirigidas e com retorno mais alto e focado nas necessidades reais de cada cliente.
Inserimos no portfólio da empresa grandes projetos de cenografia corporativa. Destaque para a sede da Agência África, capaz de encantar e engajar diariamente o time da África e inserir os clientes e visitantes em um universo de interação, tecnologia e experiência.
Com a unidade MChecon Retail, área focada em Visual Merchandising, a empresa desenvolveu um novo olhar sobre as oportunidades do Natal. E isto possibilitou a atuação em outros setores. Neste ano de 2020 estamos fazendo alguns projetos em shoppings para atender a demandas qualificadas e diversificadas.
Durante a pandemia, adquirimos um material novo para nosso setor, à base de alumínio, muito específico, e que permite atender a todas as classes sociais. A empresa, nesses 15 nos, sempre atuou com foco no público “triple A”, e agora podemos atender às pessoas com menor capital de investimento e projetos de menor complexidade, que não perdem a
qualidade que tanto presamos, mas sim viabiliza, favorece uma expansão de mercado.
Estamos prontos para atender da classe A à D. Executar o São Paulo Boat Show de 2020 é reflexo da decisão que tomamos há quatro meses ao investir neste tipo de material. Podemos oferecer a um público altamente qualificado um produto mais acessível sem perder o glamour que o próprio evento pede.
E com nossas relações estamos construindo um novo discurso: “A MChecon que você conhece agora está trabalhando com novo produto, de investimento menor, mas com a grife e o know how de sempre”.
A receptividade está sendo ótima, as pessoas têm o reconhecimento da nossa competência e cada vez mais o desejo de trabalhar conosco.
Ninguém do nosso setor fez este caminho, até aqui já são muitas as inovações.
No entanto, a partir de 2020, em função da Covid-19, teremos uma onda de demanda para os próximos anos diferenciada e que ficou reprimida. Para suprir estas necessidades, seremos criteriosos para não perder o padrão de qualidade que construímos até aqui.
No nível em que a empresa está e aonde queremos chegar, só consigo ver muito trabalho pela frente, com ações novas e criativas, articulando as oportunidades. Ideias, temos muitas!
TW – O mercado de eventos é promissor e tem opções de atuação variadas. Recentemente, você declarou que queria ser mais “butique”. O que representa esse posicionamento e o impacto dele no negócio?

MC – Quando usei o termo “butique” não quis trazer o peso, ou a condução de algo, que deixe a MChecon inacessível. O foco foi na seleção dos projetos.
Ao voltar à posição de Diretor Comercial, iniciei um processo mais abrangente sobre a importância de avaliar quais são os riscos, as chances de participação, os concorrentes, verba e prazo adequados, qual a relação com cliente – é um job pontual ou não, antes de aceitar um novo projeto. Com essas conduções e ponderações, temos um índice de 50% de fechamento efetivo em relação às propostas apresentadas. De cada 10 projetos fechamos 5. O melhor índice coletado em nosso mercado não chegou a 25%. Isso mostra que estamos no caminho certo.
Mesmo pós-pandemia quero manter esta condução. Nosso foco é ser cada vez mais assertivo.
As pessoas que compram da MChecon precisam ter a tranquilidade em confiar na capacidade de execução, credibilidade, musculatura financeira que criamos com muito suor e lágrimas ao longo dos anos. Isto tem um valor, é nossa marca registrada.
E quando colocam nossa empresa para concorrer com um empreiteiro que não tem galpão, estrutura, não paga imposto, esse processo fica inviável. Muitas vezes somos comparados em situações neste tipo de cotação, o que nos obriga a declinar da concorrência.
Dói! Mas são atitudes maduras, voltadas à qualidade do nosso serviço e os objetivos traçados para a empresa nos próximos 15 anos.
Já atendemos em ritmo de mutirão, onde eu faturava três vezes mais do que hoje. Nesses 15 anos de aprendizado, e talvez nenhuma universidade me oferecesse isso, eu pude olhar para o negócio e falar: “Não é este o caminho. Volta e refaz”.
Hoje, tenho certeza da trilha e do legado que estamos construindo.

TW – O Rock in Rio, assim como outros grandes projetos, são ícones na sua carreira e para a empresa. Fale um pouco dos bastidores desse universo.
MC – A maior similaridade entre os grandes eventos é o desafio de construir ao ar livre

projetos para mais de 100 mil pessoas com um nível de exigência altíssimo, pouco prazo e alta demanda dos clientes em tempo integral. Uma característica do nosso setor.
Desde 2011, fazendo o Rock in Rio e o Lollapalooza, criamos um histórico, com experiência e referência para ajudar nossos clientes, sendo eles diretos ou agências, sobre a melhor forma de estar presentes em eventos deste porte.
Teve um primeiro momento de encantamento: “Incrível, vai estar em meu portfólio”. Depois de algum tempo e aprendizado  a questão muda: “Qual a melhor maneira de fazer?”
As pessoas já têm o reconhecimento, construímos grandes relações em razão dos festivais, tenho ótimos amigos neste universo.
As relações são sustentáveis, vão além dos negócios. São elas que permitem a motivação para assumir um novo projeto, com todas as suas adversidades e aprendizados, a ter entregas espetaculares e assertivas. E claro, o fortalecimento da MChecon Group com o cliente e o mercado.
Somos especialistas em fazer grandes festivais, somos referência em vários projetos e visibilidade. Faz parte da nossa história.
Hoje, as pessoas frequentam projetos nossos sem saber que são da MChecon.
Tal exposição abriu espaço para projetos diversificados e tão inovadores quanto o de uma vitrine da Louis Vuitton a um Natal de Sonhos, com grande nível de qualidade e acabamento que o mercado exige nos shoppings de alto padrão.
Quando olhamos para tudo isso é muito gratificante. Mas dá trabalho!
TW – Sua empresa conquistou grandes clientes em projetos inovadores, por
exemplo, dentro do Salão do Automóvel.
Com o cancelamento do evento, como ficaram as demandas do setor na busca por clientes?
MC – Em 2018, quando a MChecon realizou o espaço da marca Jeep dentro do Salão, já havia uma sinalização que as montadoras e o público estavam cansados do formato. Na sequência ao cancelamento, recebemos da
Reed Exhibitions, a promotora do evento, a missão de responder à pergunta: “Qual seria o novo Salão do Automóvel para esta geração milênio?” (geração que não tem paixão por carro).
Com 18 anos eu queria tirar carta, e hoje as pessoas querem andar de aplicativo e vêm com um pensamento alternativo sobre mobilidade. Estou buscando entender, ao conversar com jovens, para onde vai este raciocínio no novo mundo em formação. O Salão do Automóvel precisa disto, e nós estamos desenvolvendo um novo projeto. A equipe de criação
e arquitetura tem a demanda de apresentar uma nova solução para este momento.
Uma solução mais próxima da realidade do atual comprador que tem, inclusive, a possibilidade de receber o veículo no conforto da sua residência. Um evento que comece do zero.

Para as marcas, desde 2006, a possibilidade de eventos customizados é uma saída lucrativa. Estes eventos custam menos ou igual ao investimento no Salão do Automóvel, porém, são mais eficazes no relacionamento entre as marcas e seus clientes.
Eu defendo estas ações com nossos clientes focando na experiência que se pretende trazer ao público consumidor, o famoso “O que se quer mostrar? O que o cliente deve sentir em relação a sua marca e ao seu produto?”
Hoje, com todas as ferramentas de mídia interativa, é possível pensar em adaptações e novas soluções. As ações de live marketing, ganhando cada dia mais força em shoppings centers, se mostram eficazes como alternativa. Milhares de pessoas passeiam por esses lugares todos os dias, e as marcas estão dispostas a impactá-las com algo que gere
experiência: é exatamente aí que a MChecon entra. O exemplo do MIT point da Mitsubishi, localizado no Shopping JK Iguatemi, que contou com cerca de cinco marcas parceiras para a conclusão do projeto, desempenhou este papel com alto resultado de engajamento.
O exercício é pensar na “experiência”. Nós somos executores de experiências. Hoje, construímos projetos para que pessoas consumam de forma diferenciada os mais variados projetos, de cerveja a carro.

TW – Em 2017, você previa uma expansão no Nordeste com o objetivo de ser referência em cenografia em todo o país. Qual foi a evolução desta estratégia?
MC – A empresa pretendia investir no mercado nordestino inaugurando uma sede na capital baiana para centralizar operações de negócios na região. O nordeste tem um calendário próprio, com diversas festas regionais e muitas oportunidades. Nós já atendíamos a projetos na região, como a convenção na Costa do Sauípe e o Festival de Verão de Salvador. E como resultado desta proposta fizemos uma joint venture com pessoas muito competentes em Fortaleza,
o que funcionou muito bem nestes três anos. Nossa intenção era fazer a aquisição deste parceiro e seguir o plano de expansão.
Havia a ideia de abrir a região sul do Brasil e a ida para mercados internacionais, com o México bem encaminhado para receber uma “filial”. Meu desejo, naquele momento, era, no aniversário de 20 anos, o Grupo MChecon ter
subsidiárias posicionadas estrategicamente em todas as regiões do país.
Eu sou muito ativo e gosto muito do que faço. Eu tiro quinze dias de férias, no décimo segundo quero voltar. Sempre estou em busca de novos desafios. Uma operação no nordeste, sul ou México, por exemplo, me motiva. A aposta era de um investimento na aquisição de concorrentes. A empresa negocia a compra de duas companhias do setor, com atuação em São Paulo, e a expectativa seria investir cerca de R$ 5 milhões na aquisição.
Com a chegada da pandemia tivemos que repensar a estratégia. Provavelmente, teríamos efetivado as aquisições e nos tornados estratégicos nestas regiões com a qualidade que a MChecon presa em suas entregas.
No entanto, continuamos a sofrer com o prazo de aprovação dos clientes, o que dificulta a expansão, independentemente da pandemia. Precisamos que o cliente reconheça este processo.
Ano passado fizemos um evento em Nova York, e a questão cultural dificultou parte da execução. Fora do Brasil, ou mesmo em outras regiões do país, não existe o “jeitinho” que damos aqui. Se o projeto não chegar com pelo menos 30 dias, o parceiro declina.
Os planos de expansão devem voltar a ser avaliados quando estivermos em um momento mais favorável. Com a economia estagnada no nosso setor, é impossível pensar desta forma agora. Temos de ser mais estratégicos.

TW – A empresa atua em projetos internacionais com grande desenvoltura e você já pensou no México para uma filial. Já pensaram em ter sócios internacionais na operação?
MC – Já pensei, e sonho muito com isso.
Porém, a dinâmica cultural de nosso mercado é diferente.

Visita do Governador do Estado de São Paulo, João Doria na entrega do Hospital de Campanha

Conversamos com algumas empresas, por exemplo, a GL Eventos, um grande player. E no mundo temos a Freeman, que atua nos EUA com força e nunca veio para o Brasil.
Nunca sentei, de fato, para aprofundar o assunto. Estamos abertos ao futuro, e acho que por si só já faz muita diferença.
A MChecon hoje, com seus cases, clientes, estrutura e estilo de governança, está pronta para uma parceria internacional.

TW – O setor de eventos movimenta mais de R$ 930 bilhões, representa quase 13% do PIB – índice maior que o das indústrias automobilística, farmacêutica e a petrolífera –, com a geração de 25 milhões de empregos diretos e indiretos. Como você vê este cenário e os impactos na economia?
MC – Nosso mercado de fato é muito importante na economia nacional. Esta foi uma das conversas que tivemos durante a pandemia com as associações, órgãos públicos e lideranças no sentido de ter um olhar mais cuidadoso e atento para este cenário e sua representatividade.
O setor depende das pessoas e seus encontros, e entrou na última fase de liberação de funcionamento pelas autoridades em função da pandemia em 2020. Isto prejudicou muitos profissionais e empresas. Se eu não tivesse ganho e executado a concorrência do hospital de campanha estaríamos ainda mais criteriosos nas despesas diárias.
Acredito que temos um problema de semântica no setor. As pessoas entendem que eventos e turismo estão na mesma caixa, mas são coisas diferentes.                                                                                                                                                           

São Paulo tem uma demanda de evento a cada três horas, a grande maioria focada em negócios. E apesar de movimentar a malha aérea, hospedagem, alimentação, os eventos precisam ser tratados de forma diferente.
Depois de sete meses, em outubro de 2020, recebemos a liberação para fazer eventos de até 600 pessoas, e as coisas começam a acontecer. Já temos algumas feiras de negócios e uma resposta para uma possível retomada, mas de maneira muito tímida.
Não defendo ser o momento dos festivais e grandes públicos, ainda mais sem uma vacina eficaz e disponível à população. A questão é que os eventos B2B e B2C, com os protocolos de segurança e todos os critérios, são possíveis e factíveis de realização com uma leitura adequada do setor.
Em um evento de negócio, a possibilidade de uma quebra de protocolo de segurança é muito baixa. Pode-se garantir o cumprimento das regras de saúde, higienização e distanciamento com mais facilidade que outros setores.
A importância de desmitificar que não somos do mesmo “quadrado” do turismo é necessário para evoluir.
Estamos montando um calendário de atuação para 2021 prevendo que, após o primeiro trimestre, estejamos mais normalizados. Estamos sofrendo menos neste momento, mas a possibilidade de ter uma vida normal inteiramente depende de uma vacina contra a Covid-19.

TW – Em razão da pandemia vocês realizaram a construção de hospitais de campanha. Qual a relevância deste projeto para a empresa, considerando ser um setor novo de atuação e em um momento mundial muito delicado?
MC – O projeto como um todo teve um grande desafio. Primeiro, montar um hospital completo, de 8 mil metros em 12 dias e estar pronto no 13º dia para a presença e vistoria do Governador do Estado de São Paulo. Para nós, isto foi muito importante. Segundo, sem dúvida, a questão financeira. O mercado todo parado, poder executar um projeto desta magnitude nos deu fôlego. E terceiro, ninguém tinha a experiência em fazer um hospital de campanha. Não tínhamos referência alguma.
Quando entregamos o primeiro, que foi o do Parque do Ibirapuera, com quase 300 leitos, e ganhamos a licitação do segundo, a curva de aprendizado que adquirimos em 15 dias talvez não tenhamos adquirido em 10 anos.
Houve questões técnicas e especificações que jamais pensei ter conhecimento. Do ar-condicionado, com sua troca diária, ao sistema de UTI foi um nível de conhecimento e detalhamento que não pensei anteriormente.
Completamos 15 anos em janeiro de 2020, e um dos cases que integram nosso túnel do tempo é o hospital de campanha. Neste ano, não tivemos nada mais emblemático que tirasse o brilho deste trabalho.
Movimentamos um ecossistema de pessoas e fornecedores, contratamos profissionais que não eram fundamentais no projeto, mas sabíamos da necessidade dessas pessoas.
Houve um impacto social muito importante na máquina que chamamos “setor de eventos”.
Renovou a energia da empresa. Eu falo que foi a mão de Deus, pois na terceira semana da pandemia eu já estava preocupado com o desconhecido e com o futuro do negócio. Não tínhamos um direcionamento de futuro próximo, e tudo que havia sido planejado precisou ser reescrito.
Executamos o projeto e finalizamos com pouquíssimos números de contaminados na equipe (foram apenas três pessoas), e nenhum deles com sérios problemas de saúde. Todos saíram intactos e felizes. Isso não tem preço!

TW – Em 2020, a pandemia da Covid-19 paralisou o mercado dos grandes eventos. O mundo passa por algumas transformações e novos protocolos. Além disto, tivemos as eleições nos EUA. Como você vê este novo cenário mundial?
MC – A palavra que define o momento é instabilidade. Me preocupa uma segunda onda do vírus vindo da Europa, e ao mesmo tempo sabemos que eles tiveram menos cuidados que no Brasil.
Algumas cidades e estados brasileiros têm conduzido o momento de formas diferenciadas, mas o que venho acompanhando são pessoas preocupadas em manter os protocolos e esperançosas na vacina.
O impacto na economia, resultante da mudança de cenário nos EUA, e uma segunda onda refletem diretamente no nosso negócio e no humor de nossos clientes. Eles são multinacionais ou têm negócios internacionais. Com isto, a definição de suas ações, a execução de eventos, o investimento em mídia, marketing e experiência dependem do contesto mundial.
Em 2021, enquanto a pandemia não estiver verdadeiramente controlada, vamos ainda sofrer alguns impactos financeiros.
Com o planejamento da MChecon, previsto até maio de 2021, quando sobreviveremos sem fechar nenhum novo trabalho, teremos fôlego para projetar novas oportunidades e negócios.
Fico satisfeito com este resultado, pois trabalhamos muito para rompermos esta barreira.
A empresa continuou prospectando e estamos concluindo o ano com bons projetos, algumas decorações de Natal, São Paulo Boat Show, o novo Trabuca Bar na avenida Faria Lima e, com isto, resgatamos ações ativas que permitem algum horizonte.

TW – Como você vê o Brasil a partir de 2021? E qual a expectativa de negócios para o setor?
MC – Vejo ainda uma fragilidade em 2021.
Um exemplo da grande impacto no setor é o Carnaval, evento nacional e que tem uma receita importante não apenas para nós, mas para muitas empresas.
Até o momento, a previsão é que ele aconteça em julho, mas ainda com algumas questões: “Foi decretado feriado nacional; os municípios estão neste calendário; haverá uma articulação unificada?”. Este tipo de evento depende do turismo e dificilmente conseguiremos executar um camarote se não for um processo conjunto.
A possibilidade é que, até março, teremos questões sem respostas, como descrevi no cenário de instabilidade. Mas sou um eterno otimista! E citando Jorge Paulo Lemannb: “Eu nunca vi um pessimista dar certo”.
Todos os dias estou na companhia, plugado em pessoas, informações, negócios, oportunidades. É uma atitude que vai refletir na b2US ou na MChecon.
E focando na MChecon, nos eventos de pequeno e médio portes que estão dentro do protocolo de segurança, a percepção é que pós-São Paulo Boat Show teremos a licença para executar os trabalhos. Não vai dar para fazer réveillon e outros desta proporção, mas alguns eventos corporativos precisarão voltar. Existe uma dependência muito grande destes encontros para gerar negócio.
Acredito que teremos alguns arranhões, mas vamos sair em pé!
Este resultado é fruto das relações que construímos ao longo desses 15 anos.

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