Paulo Serra – O homem de família que honra sua vocação política e a transforma em um legado

por The Winners
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Bacharel em Direito e em Economia, Paulo Serra é o prefeito reeleito de Santo André. Em votação histórica, contabilizou no primeiro turno 276.591 dos votos válidos (76.85%) para o exercício de 2021-2024, tornando-se o prefeito mais bem votado da cidade. Em seu primeiro mandato – para o exercício 2017-2020 – recebeu 276.575 dos votos válidos (78,21%).

Nascido em Santo André, é casado com a advogada Ana Carolina Rossi Barreto Serra, que preside voluntariamente o Fundo Social de Solidariedade de Santo André, e pai de uma filha, Maria Carolina, 6 anos. É filho de Paulo Américo Pinto Serra e da Dra. Regina Helena Caruzo Serra, irmão de Pedro e Juliana. Como gestor, tem pautado um novo modelo de
administração que resgatou a credibilidade financeira da cidade e possibilitou avanços expressivos. Inaugurou 10 novas creches, modernizou a saúde com o programa Qualisaúde e ainda promoveu obras importantes em mobilidade urbana, infraestrutura, cultura e esporte, recuperando o protagonismo de Santo André em cada ação.

Um homem voltado para a ação e que entende a importância de uma cidade conectada com sua população, seus anseios e suas necessidades. A busca constante por inovação, parcerias, eficiência e inclusão permite que sua gestão seja reconhecida e coloca Santo André entre as cidades brasileiras consideradas “as smart cities do futuro”.

Durante o FOPA (Fórum Paulista de Desenvolvimento) em 2021, cuja cidade-sede foi Santo André, apresentou, por meio de suas ações, não apenas os resultados obtidos nos últimos anos, bem como o legado que deixará para as futuras gerações. Nesta entrevista exclusiva para a The Winners, o prefeito Paulo Serra conta uma pouco desse caminho. 

 

The Winners – Como foi seu ingresso na carreira pública? O que o motivou?
Paulo Serra – Desde a adolescência, já demonstrava liderança coletiva encabeçando o retorno dos grêmios estudantis ao Colégio Stocco, onde cursei o segundo grau. Minha principal influência e inspiração vieram do meu avô, Américo Pinto Serra, que foi candidato a vice-prefeito na chapa com o ex-prefeito de Santo André, Dr. Brandão. E a motivação para ingressar como vereador foi o amor pela minha cidade. Sou andreense, neto de andreenses, filho de andreenses, casado com uma andreense e pai de uma andreense. Trabalhar pela minha cidade sempre foi uma honra e também uma grande responsabilidade. 

 

TW – Sua carreira política iniciou como vereador por dois mandatos e seguiu como bem-sucedido prefeito em seu segundo mandato. O que difere cada momento? Na sua opinião, qual deve ser o olhar do gestor público para garantir o sucesso de administração?

PS – Como vereador, tive a oportunidade de conhecer profundamente cada problema da cidade e pude ouvir a nossa gente. Esta proximidade me fez identificar a necessidade de um trabalho pautado no planejamento, em ações efetivas que trouxesse transformação de vida para os andreenses. Concluídos os dois mandatos, atuei também como Secretário de Obras, na Prefeitura de Santo André, o que ampliou a minha visão sobre a necessidade de mudança e a implantação de um novo modelo de gestão. E foi com esta visão que trouxemos a Santo André da Gente, um modelo de administração próximo, que ouve as pessoas e trabalha pela cidade. Modelo este aprovado pelos andreenses, quando fui reeleito com quase 77% dos votos.

 

TW – Na sua opinião, o que mudou em sua primeira gestão como prefeito e agora no segundo mandato?
PS – A primeira gestão foi momento de colocar a casa em ordem. Desde a morte do prefeito Celso Daniel, em 2002, a cidade encontrava-se estagnada, com administrações que pecaram no cuidado e no planejamento de ações de desenvolvimento. Quando assumi, cortamos regalias como carros oficiais, celulares corporativos e resolvemos problemas históricos da cidade, com a recuperação da credibilidade, a quitação de uma dívida de R$ 3,5 bilhões com a Sabesp, e o fim da falta estrutural da falta d’água na cidade.

 

TW – Santo André está locada no conceito das cidades inteligentes, mas atualmente quando falamos no conceito devemos considerar: soluções tecnológicas na gestão pública e integradas entre empresas e cidadãos. Como o senhor
vê esse conceito e como ele está sendo aplicado em sua administração?

PS – Uma cidade que pensa no futuro da sua gente e usa de tecnologia e inovação para transformar a vida das pessoas e para projetar o futuro. Santo André está conectada aos seus moradores e a nossa gestão, alinhada com o desenvolvimento de políticas públicas permanentes e duradoras, deixará um legado aos próximos gestores. Elevamos a qualidade do serviço público, com impactos imediatos na qualidade de vida dos andreenses. Tudo isto já é realidade em Santo André. Hoje somos exemplo de smart city, sendo considerada em 2020 pela SindiTelebrasil a 1ª do Brasil no Ranking cidades inteligentes, demonstrando que estamos não só planejando mas de fato transformando nossa cidade nesta direção, através de ações como Wi-Fi nos parques, Zona Azul digital, o programa Pitch Gov, que trouxe as startups para resolver problemas do poder público, ponto eletrônico por reconhecimento facial, dentre tantos outros.

 

TW – Ainda nesse conceito, o investimento em educação e pessoas é um ponto fundamental no processo de evolução para digitalização e disseminação de tecnologia. O que foi feito durante sua gestão para favorecer o acesso às pessoas e a capacitação?

PS – Santo André se tornou uma cidade digital, conectada à nossa gente, sustentável e que respeita o uso do dinheiro público e destina verbas e recursos para melhorar a qualidade de vida e garantir mais dignidade para a população, investindo em áreas como Saúde, Segurança, Educação e Infraestrutura. Neste ano, nossos principais desafios estão na retomada da Educação, com um modelo híbrido de ensino e também no ensino integral, além da geração de emprego e renda, para gerar novas oportunidades, atrair investimentos, fomentar o empreendedorismo, por meio dos cursos de capacitação e profissionalização da Escola de Ouro Andreense, para a retomada da economia.

TW – Na questão de educação, em maio de 2021 sua gestão lançou o programa Qualieducação, com a implementação de novas tecnologias e a humanização do ensino aliada à qualificação dos profissionais da rede. Como funciona na prática e que os cidadãos devem esperar a médio e longo prazo?

PS – Implantamos o Qualieducação, um programa de modernização da Educação municipal. Já distribuímos 8,5 mil tablets para alunos e professores da EJA – Educação de Jovens e Adultos, e do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, já com chip para acesso à internet e plataforma pedagógica, para que os alunos tenham a melhor performance no aprendizado, mesmo que seja de maneira remota. Mecanismo fundamental para o período de pandemia, que fez com que os alunos tivessem que ficar completamente afastados do ambiente escolar. Vamos ampliar a aquisição de tablets para que, logo, toda a rede em idade de uso da tecnologia, tenha acesso aos equipamentos. O Qualieducação também otimiza a manutenção nas escolas, colocando a nossa Educação como referência no município.

 

TW – Santo André foi uma das cidades mais bem avaliadas no enfrentamento à pandemia da covid-19. Como o senhor avalia o trabalho e o que fez a diferença?

PS – É o momento mais desafiador da gestão e da história de Santo André. Nunca imaginaríamos viver algo assim. No entanto, todo o planejamento e trabalho desempenhado desde o primeiro mês de 2017 nos ajudaram a atravessar estes 12 meses de pandemia, garantindo que nenhum andreense ficasse sem atendimento médico. Estruturamos a Saúde com 25 Unidades de Saúde revitalizadas e modernizadas, implantamos três hospitais de campanha (Pedro Dell’Antonia, Bruno Daniel e UFABC) que nos permitiram salvar milhares de vidas, fizemos testagem em massa, implantamos os Pit Stop da Prevenção, produzimos 700 mil máscaras de tecido via “Costurando com Amor”, projeto do Fundo Social, presidido pela Ana Carolina, iniciamos o Merenda em Casa, que beneficia mensalmente mais de 38 mil famílias e garante a segurança alimentar de nossas crianças, distribuímos cestas básicas para famílias mais afetadas.

Enfim, um trabalho incansável e ininterrupto, que vem fazendo com que Santo André resista à crise se mantenha íntegra para trilhar por um caminho que nos leve a um futuro seguro para todos e todas. 

 

TW – Entre os programas de destaque da prefeitura está sua integração entre meio ambiente e solidariedade com o Programa Moeda Verde, que permite a troca de resíduos recicláveis por alimento do tipo hortifrúti. Como nasceu essa iniciativa, quais as partes envolvidas e os resultados obtidos com o programa?

PS – Trata-se de parceria entre o Semasa e o Fundo Social de Santo André, que é presidido voluntariamente pela primeira-dama, Ana Carolina, por meio do Banco de Alimentos. A cada 5kg de material reciclável, o morador recebe 1kg de alimento do tipo hortifrúti (frutas, verduras e legumes). Os resíduos recicláveis são encaminhados na totalidade para as cooperativas de reciclagem de Santo André que, juntas, empregam aproximadamente 120 cooperados. Atualmente está presente em 18 comunidades carentes: Sacadura Cabral, Ciganos, Capuava, Ciprestes, Eucaliptos, Morro da Kibon, Santa Cristina, Jardim Irene, Sítio dos Vianas, Cruzado, Pintassilgo, Tamarutaca, Sorocaba, Espírito Santo, Missionários, Chácara Baronesa, Lamartine e Maurício de Medeiros. O programa beneficia aproximadamente 95 mil moradores, de forma direta e indireta e, até o fim do ano, expandiremos para mais três comunidades. Já trocamos mais de 465 toneladas de resíduos por 93 toneladas de alimentos frescos e de qualidade.

TW – Outro destaque do município é o Parque Tecnológico. De que forma sua estrutura contribui no desenvolvimento das empresas e pessoas? A partir dele quais outras ações serão possíveis?

PS – O Parque Tecnológico e de Inovação é parte fundamental da política de desenvolvimento econômico já em operação pela Prefeitura e tem como missão promover a inovação e competitividade nas empresas, potencializando as estruturas já existentes na cidade e região, estimulando a extensão tecnológica nas instituições de ensino superior e atuando nas oportunidades econômicas do ABC. Atualmente, o Parque Tecnológico conta com três grandes programas: CapacitaTech, Bureau de Serviços Tecnológicos e Hub de Inovação. O CapacitaTech é uma plataforma que concentra
informações e dá acesso direto a cerca de 7 mil cursos na área de TI, a maioria gratuitos, ofertados por empresas do Brasil e do mundo. O Hub de Inovação, desenvolvido pela Prefeitura de Santo André, apoia e fomenta empresas que queiram desenvolver pesquisas, novos produtos e processos de forma sistemática e continuada. Já o Bureau de Serviços é uma estrutura integrada de atendimento, que unifica a rede de serviços tecnológicos da cidade de Santo André e região. A ferramenta oferece mais de 120 serviços.

 

TW – Poucas pessoas reconhecem na região metropolitana de São Paulo um potencial turístico. No entanto, Santo André vem destacado no turismo. Quais são os principais atributos e qual o trabalho que vem sendo desenvolvido?

PS – Santo André tem como principal atração turística Paranapiacaba. A vila inglesa possui natureza, história e gastronomia, que proporcionam ao visitante uma visita ao passado. Com clima europeu que transcende à sua arquitetura, a vila também tem potencial para esportes radicais e ecoturismo. Para potencializar ainda mais sua capacidade turística, em parceria com o Senai, estamos oferecendo treinamento para os comerciantes locais, em ações promovidas pelo programa Escola de Ouro, idealizado pelo Fundo Social de Solidariedade. Além disso, revitalizamos diversos equipamentos: Relógio da Torre, Museu do Castelo, Garagem das Locomotivas, Plataforma do Expresso Turístico, a Estação Campo Grande, entre outros, que valorizam a vila e a tornam ainda mais bonita e bem cuidada.

 

TW – Recentemente Santo André sediou o evento FOPA – Fórum Paulista de Desenvolvimento 2021 onde o senhor destacou a importância em promover o diálogo entre a sociedade civil e o poder público para garantir a solução eficaz das questões do município com foco no Desenvolvimento para todos os setores. Como isso é feito na sua gestão?

PS – A participação popular é fundamental. Este novo modelo de gestão, inclusive, aproximou a gestão pública das pessoas. Trouxe diálogo, transparência e proximidade com a nossa gente. Ouvir as pessoas, conhecer a fundo
cada problema e reconhecer estes desafios é garantir que a Santo André da gente funcione. Não existe uma cidade do futuro se ela não for construída e pensada com a população.

TW – A sociedade mundial ainda encontra um cenário desafiador, para empresários e trabalhadores as perspectivas ainda não são favoráveis. Na sua opinião, como o gestor público precisa agir para garantir os investimentos e manutenção das empresas na cidade nos próximos anos?

PS – Em Santo André, investimos na recuperação da credibilidade, por meio do saneamento de contas, que trouxeram novos investimentos para a cidade e, ao mesmo tempo, na capacitação e profissionalização, por meio dos cursos da Escola de Ouro que, formarão, até 2024 mais de 10 mil alunos. Mão de obra qualificada para atender a demanda do município. Adicionalmente, a tecnologia é fundamental para garantir uma cidade mais justa, mais humana e mais integrada. Ela possibilita estreitar a relação entre governo e população, garantindo a participação da sociedade na tomada das decisões que impactam a vida de todos. Além disso, há transparência, o que cria um vínculo de confiança e de respeito com a nossa gente. As pessoas sabem para onde estão indo os recursos na mesma proporção que sentem a
melhoria dos serviços. Quando desburocratizamos, eliminamos papel e poupamos tempo, criamos uma atmosfera mais sustentável e eficiente. Conseguimos garantir mais rapidez para que empreendedores abram novos negócios ou para que uma obra possa ser iniciada. Tudo isso movimenta a economia, gera empregos, cria oportunidades e transforma a vida das pessoas. Já são mais de 4 mil usuários cadastrados na plataforma Acto, mais de 14 mil processos, em um ambiente
que concentra, hoje, um dos maiores pacotes de investimento da história da nossa cidade, com aporte
de R$ 1,5 bilhão em recursos da iniciativa privada. Uma engrenagem que movimenta a geração de emprego e renda, a injeção de recursos na economia, melhora a arrecadação do município e permite que possamos investir nas áreas que mudam a vida da nossa gente, como Saúde, Educação, Segurança, Infraestrutura e Mobilidade.

 

TW – O momento pede ações planejadas e focadas no desenvolvimento. No entanto, muito do orçamento dos municípios foi direcionado para a saúde. Quais são os planos de Santo André para retomar os investimentos em infraestrutura?

PS – Em Santo André, buscamos recursos para que nenhum andreense ficasse sem atendimento médico e para salvar o máximo possível de vidas. Embora tenhamos desacelerado algumas obras por força da pandemia, não paralisamos nada. Pelo contrário. Estamos tirando do papel grandes obras como a reforma do Cine Theatro Carlos Gomes, o Complexo Viário Cassaquera, concluindo a construção de duas creches, no Tamarutaca e Jardim do Mirante, em um trabalho que não para mais. Com a credibilidade reconstituída, recebemos recursos do BID, da CAFE, Finisa, de iniciativas público-privadas e também dos Governos Federal e Estadual, para avançarmos nos projetos e soluções.

TW – Ao final de seu mandato como prefeito quais são seus planos? Qual legado pretende deixar?

PS – Meu compromisso é com Santo André. Sou andreense, casado com uma andreense, pai de uma andreense, filho e neto de andreenses. O legado que quero deixar é o de uma cidade preparada para o futuro, planejada, estruturada e pronta para permanecer neste caminho seguro que trabalhamos para trilhar. Em 2024, deixo de ser prefeito desta cidade, mas não deixo de ser morador e filho desta terra. Por isso, criamos o Santo André 500 anos, um plano de metas para cada secretaria, para cada área da cidade. Assim, o próximo chefe deste Executivo vai poder dar continuidade e vazão a tudo o que foi criado e projetado para uma cidade cada vez melhor.

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