Equilíbrio: sucesso e qualidade de vida, Ubuntu

por Agostinho Turbian
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O sucesso está no equilíbrio. Com esse título, meu querido amigo Prof. Dr. Robert Wong nominou esse livro espetacular que mostra de forma inequívoca a trilogia da sabedoria, relacionando-a com a trilogia essencial para realizar seu potencial como ser humano. Na última página, Dr. Wong traz os 20 itens do Código dos Indígenas Americanos, que por si, já valem a leitura. Esse bálsamo de sabedoria nos remete ao momento que vivemos, planetariamente, com enormes e confusas mudanças, questionamentos de toda sorte e a chegada, segundo por segundo, de novos métodos de fazer e controlar a vida. Por isso, pensamos Ubuntu, que na África é uma noção existente nas línguas Zulu e Xhosa – línguas Bantu do grupo ngúni, faladas pelos povos da África Subsaariana.

Na África do Sul, a noção de Ubuntu ligou-se também à história da luta contra o Apartheid e inspirou Nelson Mandela na promoção de uma política de reconciliação nacional. Muitos anos antes, quando Mandela criou a Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano (ANCYL – da sigla em inglês), em 1944, a noção já estava presente no manifesto do movimento: “Ao contrário do homem branco, o africano quer o universo como um todo orgânico que tende à harmonia e no qual as partes individuais existem somente como aspectos da unidade universal”. 

A palavra Ubuntu, não traduzível diretamente, se assemelha a “humanidade para com os outros”. Exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. Segundo o arcebispo anglicano Desmond Tutu, autor de uma teologia Ubuntu “a minha humanidade está inextricavelmente ligada à sua humanidade”. Essa noção de fraternidade implica compaixão e abertura de espírito e se opõe ao narcisismo e ao individualismo. Nelson Mandela também explica esse ideal: “Respeito. Cortesia. Compartilhamento. Comunidade. Generosidade. Confiança

A palavra Ubuntu, não traduzível diretamente, se assemelha a “humanidade para com os outros”. Exprime a consciência da relação entre o indivíduo e a comunidade. Segundo o arcebispo anglicano Desmond Tutu, autor de uma teologia Ubuntu “a minha humanidade está inextricavelmente ligada à sua humanidade”. Essa noção de fraternidade implica compaixão e abertura de espírito e se opõe ao narcisismo e ao individualismo. Nelson Mandela também explica esse ideal: “Respeito. Cortesia. Compartilhamento. Comunidade. Generosidade. Confiança. Desprendimento. Uma palavra pode ter muitos significados. Tudo isso é o espírito de Ubuntu. Ubuntu não significa que as pessoas não devam cuidar de si próprias. A questão é: você vai fazer isso de maneira a desenvolver a sua comunidade, permitindo que ela melhore?”. 

Na tradição sul-africana, a reconciliação se exprime através do ubuntu ou humanismo, que inclui valores como a compaixão e a comunhão – valores que orientaram a Comissão Verdade e Reconciliação e serviram como base para a formulação dos objetivos nacionais de reconstrução e reconciliação. J.Y. Mokgoro, juiz da Corte Constitucional da África do Sul mostrou que esse princípio filosófico fundamental marcou de maneira determinante o direito constitucional do país, desde a constituição provisória de 1993 e está presente na lei fundamental n° 34, de 1995, sobre a Promoção da Unidade Nacional e da Reconciliação.

Boa leitura, Ubuntu

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