Ao vencedor, as batatas!

por The Winners
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Ufa! finalmente, chega de propaganda eleitoral e vamos às novas tarefas para retirar este país do debate que redundou em uma mudança importante nos nossos quadros diretivos. O vencedor Jair Bolsonaro, por uma margem que revela um país convicto, longe de estar dividido, mostrou uma configuração de centro-direita com expressiva porcentagem dos votos válidos.

Há, assim, um pensamento majoritário favorável à democracia, aos direitos humanos configurados na primazia do indivíduo sobre o Estado, nas liberdades de empreender e de se expressar e bem longe de sistemas políticos ainda teimosamente sobrevivendo nas Américas.

Também há um sentimento de alívio pelo abandono da subserviência ideológica a regimes totalitários como o da Venezuela, que está criando a maior onda de refugiados dos países ocidentais desde a fuga de cubanos para os Estados Unidos, no século passado.

O que espera o presidente vencedor e o que dele se espera são os pontos mais importantes das discussões até sua posse no dia 1º de janeiro, em Brasília.

Primeiro de tudo, torcemos por sua plena recuperação física (o atentado a faca que sofreu em Juiz de Fora em setembro ainda demanda cuidados médicos).

Na sequência, esperamos uma linha de amplo entendimento com o Congresso Nacional – no qual terá, com seu partido e outras bancadas, a maioria necessária para uma reforma constitucional em pontos já delineados nesta coluna.

E por fim – e não menos importante –, um convívio respeitoso e harmônico com o Poder Judiciário, que certamente ajustará sua visão à nova realidade que as urnas determinaram: combate à corrupção, ao crime organizado e aos desmandos, além da plena segurança jurídica que, pela Constituição, cabe-lhe garantir.

Certamente haverá um período longo, de ao menos dois anos, para recolocar a economia no regime de pleno vapor, retirando do Estado e das estatais o poder discricionário e cartorário de que se investiram e ampliando a liberdade de empreender – com a garantia dos direitos dos trabalhadores, mas sem as peias para se gerarem riquezas com as quais os empresários e a sociedade tanto sofreram e das quais tanto reclamam, com razão.

Esperamos do novo governo uma segurança pública reestruturada em todos os seus níveis.

Uma integração ainda maior do Nordeste ao sistema produtivo nacional – e também de outras regiões ainda hoje estranguladas por medidas administrativas populistas que diminuíram a produtividade nacional.

Como aprendi com o vencedor JK, desenvolvimento é um estado de espírito.

E se esta verdade prevalecer, como já se nota na sociedade e em especial nos empreendedores brasileiros e internacionais, esta retomada não será como as anteriores um voo de galinhas, mas coerente e constante, buscando um patamar de crescimento continuado e auto sustentável ao redor de 5 % anuais.

A abertura internacional da economia e da política e o abandono de padrões ideológicos nas relações exteriores do país determinará novos eixos de prosperidade e de transferência de energias hoje limitadas por um cinturão de compromissos que são mais encargos que vantagens.

Para o Mercosul, se o consideramos estratégico e político e o quisermos manter teremos de negociar um weaver que nos liberte para negociamos com os Estados Unidos e Canadá um acordo de livre comércio, bem como com a Comunidade Europeia e os países da ASEAN.

Lembro-me que, ao assistir em Beaver Creek na presença do ex-Presidente Gerald Ford a rúbrica do Nafta – nascido por inspiração do ex-presidente Salinas, do México, seu Ministro de Comércio Serra Puche deixou claro que o tratado não era uma camisa de força, mas uma plataforma de inserção na economia mundial.

E nos anos que se seguiram, o México completou 33 acordos internacionais além do Nafta. Bom exemplo para a nova política do Presidente Bolsonaro.

Sem o descalabro da corrupção endêmica e sem ideologias enviesadas, o Brasil retornará para a lista de países respeitados internacionalmente, reabrindo e reaquecendo nossa economia e nossos negócios em dimensão global.

E tudo isso em um clima de paz e harmonia social, no qual divergências de pensamento são aceitas e ideias boas de qualquer corrente de pensamento são recebidas como contribuições importantes e como marcas de nossa diversidade cultural, política, econômica e social.

Com o vencedor, estamos reformando a casa.

Por dentro, fazendo reformas estruturais, deixando de lado o jeitinho brasileiro e adotando a linha da seriedade e da responsabilidade em todos os níveis, do âmbito pessoal ao institucional.

Por fora, pintando de verde e amarelo a bela fachada que estava desbotando.

Boa sorte, Brasil novo!

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