Vinicius Lummertz, Secretário de Turismo do Estado de São Paulo: a visão ousada e empreendedora para o turismo

por The Winners
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Vinicius Lummertz Foi ministro de Turismo da gestão Michel Temer, presidente da Embratur de 2015 a 2018 e secretário Nacional de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo de setembro de 2012 a maio de 2015. Presidiu o Conselho Nacional de Turismo, do qual foi também secretário executivo.

Foi secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão de Santa Catarina com o governador Luís Henrique da Silveira, ocupando também o cargo de secretário de Articulação Internacional. Articulou a realização, em Santa Catarina, do encontro global do World Travel and Tourism Council (WTTC).

Foi o criador e presidente da Empresa Estadual de PPPs e Concessões de Santa Catarina, diretor técnico do Sebrae Nacional no Governo FHC e é autor dos livros “Complexo Brasil – O difícil é fazer” e “Brasil: Potência Mundial do Turismo”. Formado na Universidade Americana de Paris em Ciências Políticas, fez cursos de alta gestão na Kennedy School da Harvard University e no IMD de Lausanne (Suíça) e concluiu A-Level em Política, Governo e Economia no D’Overbroeck’s College em Oxford.

Secretário de Turismo Vinicius Lummertez

The Winners – O que é ser um bom gestor público nos dias de hoje?

Vinicius Lummertz – É entender como real a necessidade de fazer mais com menos. Não ficar preso aos cenários de 15 ou 20 anos atrás, pois vivemos uma nova realidade. Temos que utilizar novas soluções para questões que já foram encaradas, porém não resolvidas no passado e, por isso, chegam ao nosso presente.

Entender o valor das ações do governo para o fomento, o desenvolvimento e a melhora efetiva da vida dos cidadãos. Entender que as tecnologias poderão nos oferta soluções novas e mais rápidas.

TW – De que forma o Estado quer alavancar o turismo em todo o território paulista? Quais as principais ações nesse sentido?

VL – O turismo paulista é de enorme volume. É o Estado brasileiro que mais recebe pessoas vindas do mundo inteiro e também o que mais viaja – maior emissor. No entanto, São Paulo, como Estado, nunca teve um posicionamento definido pelo poder público quando se trata de destino turístico de forma ampla.

Ou seja, recebemos milhões de visitantes todos os anos, motivados em grande parte pelo turismo de negócios – feiras, congressos, compras, visitas técnicas etc. Mas o turismo, como em boa parte dos estados, ainda era visto como algo secundário, e não como o centro das estratégias de governo.

A mudança proposta pelo Governador João Doria, que iniciou carreira pública no turismo como presidente da Paulistur, depois Embratur, é primordialmente de construir este posicionamento. Criar uma forte marca para São Paulo e buscar o aumento de fluxo interno e externo de turistas e investidores. Estruturar o produto turístico também é meta. São esses os objetivos que nós vamos perseguir.

Os esforços de nossa gestão estão direcionados para criação das condições favoráveis para o desenvolvimento descentralizado da atividade turística, a ampliação da visibilidade dos nossos atrativos e a valorização dos ativos do Estado.

TW – Qual foi sua avaliação inicial sobre a estrutura da secretaria e os projetos em andamento? Quais as principais mudanças e projetos já implantados por sua gestão?

VL –Tínhamos uma secretaria que precisava ser reestruturada – e está sendo, com reforços nas áreas de geração de conhecimento, de relacionamento com o mercado e de comunicação. O marco estratégico inicial foi o lançamento, em fevereiro, do nosso macro-programa São Paulo Pra Todos . A partir dele derivam uma série de programas e ações. Um dos destaques foi a redução da alíquota do ICMS sobre o querosene de aviação, de 25% para 12%.

Essa iniciativa permitiu a criação de 700 novas frequências semanais distribuídas por várias cidades do Estado – ou seja, São Paulo Pra Todos . O turista e os moradores contarão com melhor infraestrutura e transporte aéreo de qualidade, o que contribuirá para o aquecimento da economia local. Para 2020, está prevista a privatização de 21 aeroportos regionais que, com serviços aéreos em operação, tornam-se mais atrativos, potencializando o círculo virtuoso do desenvolvimento empreendido pela iniciativa do Governo.

Além disso, seguindo um modelo bem-sucedido em países como Portugal, estamos implementando com as companhias de aviação um programa de stopover. Novamente, São Paulo Pra Todos. O serviço permite que passageiros com conexão nos principais aeroportos paulistas possam ficar em São Paulo por alguns dias, sem custo adicional no valor da passagem.

Em setembro, lançamos o Programa de Crédito Turístico, em parceria com a Desenvolve SP, para viabilizar o acesso de empresas e municípios às linhas de crédito. Há mais de R$ 1 bilhão para financiamentos, nos setores público e privado. A oferta vem para complementar o orçamento dos municípios.

Ou seja, São Paulo Pra Todos. Também lançamos neste ano nossa campanha publicitária, com grande destaque para as inúmeras belezas do Estado. É a cristalização de uma série de mudanças pelas quais o turismo do Estado de São Paulo passa de forma inédita.

TW – Quais as expectativas de crescimento e resultados até o término da gestão Doria para o turismo no Estado?

VL – Enquanto a economia brasileira anda de lado, o turismo cresce em todo o país, mas principalmente no estado de São Paulo. Para se ter uma ideia, no segundo trimestre do ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Apenas no turismo, o crescimento foi de 7,7% no primeiro semestre, segundo o IBGE.

Agora em setembro, esse mesmo índice de atividades turísticas no país teve crescimento de 4,8% em comparação ao mês de agosto. O porcentual é quatro vezes maior do que foi registrado por todo o setor de serviços no mesmo período (1,2%).

O grande destaque foi o Estado de São Paulo, que teve alta de 10,5%. No turismo doméstico, São Paulo é o principal destino dentre os 26 estados, além de porta de entrada de um terço dos viajantes estrangeiros – 2,2 milhões em 2018. O setor é responsável por 10% do PIB paulista.

Há espaço para crescer mais e o Governo do Estado está fazendo sua parte. Após quase um ano de gestão, nosso diagnóstico é de que teremos muito mais resultados se fizermos políticas integradas em vez das de caráter individual, que ainda observamos nos dias de hoje.

TW – Qual a avaliação do senhor sobre o turismo no país e a comparação com os seus planos para o Estado de São Paulo? O Estado pode ser um exemplo para o restante do país?

VL – Sem dúvida pode ser um exemplo, porém sem desmerecer, de maneira alguma, as qualidades dos destinos turísticos nacionais. É importante considerar que no caso do turismo internacional o Brasil está distante geograficamente dos grandes emissores. Assim uma viagem ao Brasil, quase sempre, prescinde da criação de um roteiro com mais de um destino. Amazônia, Bahia, Pantanal, Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro e a minha bela Santa Catarina combinam muitíssimo bem com o São Paulo. Um roteiro completo é enriquecido com a brasilidade que está em todos os nossos estados.

O que é preciso entender, e esse é nosso esforço, são as peculiaridades do produto de cada um dos Estados, de cada uma das regiões turísticas nacionais. E que seja trabalhada essa essência, justamente para poder oferecer um produto autêntico, uma experiência memorável. Por ser o destino de pelo menos 65% dos voos internacionais que passam ou que têm o Brasil como destino, São Paulo tem uma vantagem estratégica fenomenal, é um fato.

Logo, temos que trabalhar na captação da permanência desse viajante. Ao decidirmos criar um Centro de Inteligência e Economia do Turismo, que havia sido incluído no Plano de Governo do então candidato João Doria, estamos sinalizando que devemos nos aprofundar nos dados, nas pesquisas, nas análises que nos ajudem a extrair as melhores e mais assertivas políticas públicas para o setor.

Não dá mais para nadar na superfície. O turismo em São Paulo passa a mergulhar nas águas profundas para entender e, se possível, antecipar as tendências.

TW – O senhor foi ministro do Turismo de abril de 2018 a dezembro de 2019, presidente da Embratur de junho de 2015 a abril de 2018 e secretário nacional de Políticas de Turismo de setembro de 2012 a maio de 2015. De que forma toda essa experiência tem impacto em seu trabalho na Secretaria?

VL – Da melhor maneira possível, a começar pela formação de uma equipe que traz, não totalmente, parte dessa experiência. Uma soma de talentos. Estamos conseguindo valorizar a equipe encontrada em São Paulo, com profissionais gabaritados, experientes e que conhecem muito o Estado – que tem 645 municípios – e agregando reforços em pontos para os quais necessitamos de pessoas com especialidade e experiência.

Não temos uma equipe de heróis, salvadores da pátria, que ganham um jogo, mas sim de pessoas comprometidas com a nossa proposta e que, por isso, nos ajudarão a ganhar o campeonato. A minha experiência, anterior até à Secretaria de Políticas de Turismo, à Embratur e Ministério, é de formação de equipes, de busca por inovação e entrega de resultados. Fui secretário do Planejamento do Estado de Santa Catarina, sabendo, portanto, das decisões que têm impacto nos resultados da gestão; da mesma maneira articulei a presença internacional do meu Estado, ampliando o foco para a atração de investimentos; não menos importante, criei a Empresa Estadual de PPPs e Concessões, algo que, guardadas as proporções, traz similaridades com o que estamos fazendo agora em São Paulo.

Já no âmbito federal fui diretor técnico do Sebrae e, veja, o turismo em mais de 90% é formado por pequenas e médias empresas. Temos os grandes grupos hoteleiros, as companhias aéreas, algumas OTA´s e grupos de agências consolidados, mas esses são contados nos dedos das mãos.

Temos que ter um olhar também para os hotéis independentes, para as pousadas, para as agências com até seis ou sete funcionários. Essa massa é responsável por boa parte dos empregos e dos resultados do turismo em São Paulo e no Brasil. Essa é a experiência que tenho para me juntar a todos eles.

TW – Já existe alguma parceria internacional pensada para fomentar o turismo no Estado de São Paulo ou regiões específicas? Quais?

VL – Lançamos agora, em novembro, uma ousada campanha internacional de turismo com o objetivo de atrair mais visitantes para o Estado. Um vídeo comercial feito por nós estará no ar em todos os canais da CNN no mundo, podendo atingir 350 milhões de telespectadores.

E, como o Governador João Doria fez questão de destacar, o mais importante é que toda a campanha foi financiada pelo setor privado, o que prova a credibilidade do Governo de São Paulo junto à iniciativa privada. Ao custo de R$ 4 milhões, a campanha “SP for Everyone” foi negociada com as companhias aéreas após a diminuição de impostos sobre os combustíveis da aviação. Irá ao ar pelos canais da CNN em rede mundial, com abrangência em 180 países.

Temos ainda outras ações com Gol, Azul e Latam, além da estrangeira Air Canada, para promoção do serviço de stopover em São Paulo, como mencionei anteriormente. Além disso, a espanhola Air Europa está veiculando a versão em espanhol do nosso vídeo em suas aeronaves.

Estamos também em contato com interlocutores da Virgin Airlines para ajudar a promover o novo voo do aeroporto de Heathrow, em Londres, para São Paulo, previsto para março de 2020. Além disso, temos conversas em andamento com as low costs Jet Smart, do Chile, e FlyBond, da Argentina, para novas operações em nosso Estado.

TW – Como fomentar novos projetos no turismo em meio a certa escassez de investimentos públicos e até mesmo privados?

VL – Usando a inteligência. A fartura, muitas vezes, cria a flacidez. Nós temos que manter a nossa musculatura pronta para a resposta do desafio que nós mesmos nos impusemos: fazer a melhor gestão do Turismo do mais rico Estado do país. Um governador como João Doria quando escolhe um secretariado que mais se parece a um ministério não espera nada menos que isso. E nós, como representantes do turismo também não.

E nesse primeiro ano já demonstramos que, com trabalho, transparência e o respeito para com o setor privado, é possível, sim, encontrar alternativas para os investimentos, mesmo que em um cenário de escassez. A redução do ICMS sobre o QAV estava à disposição de governos passados; não foi tentada. Nós fizemos e São Paulo ganhou mais de 700 frequências semanais distribuídas por todo o Estado.

Se o dinheiro é pouco, se os recursos são mais limitados, temos que ser muitíssimo mais cuidadosos com os investimentos, não importando se de mil, milhão ou bilhão. Porém, encontrados os caminhos, temos que ter a coragem de o trilhar, na certeza que trará bons resultados e de que estamos fazendo o melhor.

Isso nos ajudará também nos períodos de bonança que, certamente, virão.

TW – Alternativas e flexibilidade em relação a licenciamentos ambientais ou a legalização dos cassinos poderia ser uma alternativa para potencializarmos novos projetos?

VL – Sou a favor da legalização dos cassinos em resorts porque o país precisa de investimentos. O Brasil tem o maior potencial turístico a ser desenvolvido no mundo. Só que o país precisa de infraestrutura para receber mais turistas e ter maior atratividade. E para isso é necessário investir.

Nesse sentido, abrir o país para receber os cassinos em resorts é uma evolução necessária e madura que nós estamos retardando. Precisamos recuperar o tempo perdido. Liberar os cassinos é uma forma de alavancar o turismo para criarmos uma indústria de entretenimento. Por isso eu vejo a questão dos cassinos como um meio, não um fim. O cassino é uma área criativa que serve como uma incubadora de manifestações artísticas, como acontecia no Brasil quando havia cassinos. O Cassino da Urca é o maior exemplo.

Toda a arte que foi criada ali foi o embrião da TV Tupi e depois da Rede Globo. O cassino traz um giro econômico de artes e espetáculos que é fantástico e emprega muita gente desse setor. Outra questão é que se tem um giro econômico muito grande onde tem cassino. É só olhar para as experiências de Miami, Las Vegas e Macau.

Se pegarmos o exemplo de Macau, ali não foi construído apenas um cassino, mas um ícone da arquitetura, que inclui centro de eventos, parque temático, esculturas, jardins, teatros, etc. Junto com o cassino abriram mais uns 20 hotéis que funcionam como satélites. Todo esse investimento, que ultrapassa os R$ 7 bilhões, mudou para sempre a realidade de Macau. E se o Brasil liberar os cassinos podemos também receber investimentos como esse.

Quanto ao licenciamento ambiental, entendemos como fundamental o entendimento do que está sendo proposto, antes de uma negativa sumária. E que os casos devem ser tratados dentro de uma visão mais ampla e, novamente, tendo o cidadão como parâmetro. Os licenciamentos de pequenas marinas, por exemplo, ao logo da nossa enorme costa, não pode ser avaliado como a implantação de um porto graneleiro.

E essa decisão pode ter um impacto positivo para diversas comunidades, que não receberão grandes embarcações, mas sim visitantes com poder aquisitivo suficiente para fazer aquele tipo de viagem e, por consequência, aquecer aquela economia local de forma não massiva, mas sim qualificada.

TW – O trade do turismo ainda reclama das dificuldades do setor, principalmente pela falta de segurança jurídica. Como reverter esse quadro?

VL – Penso que a primeira decisão é fazer o que estamos fazendo desde o dia zero aqui na secretaria: sentar junto, entender as dificuldades dos dois lados e trabalhar firmemente em busca de uma solução, que pode não ser a ideal, mas é a possível o suficiente para que as decisões não ultrapassem os limites legais e a boa governança.

A segurança jurídica muitas vezes aventada está limitada a grandes investimentos e/ ou a parcerias que demandem um grande esforço governamental. Isso os empresários entendem e não é de hoje. Não significa, por outro lado, que tudo o que é demandado deve ser aceito.

TW – A Secretaria Estadual de Turismo lançou recentemente uma cartilha de sugestões para emendas parlamentares. Como nasceu esse trabalho e qual o objetivo?

VL – Hoje temos 70 Estâncias Turísticas, 140 Municípios de Interesse Turístico e mais de 400 municípios inseridos nas regiões turísticas do Mapa do Turismo Brasileiro, o que mostra grande potencial no segmento. São cidades com alta capacidade de receber visitantes e, principalmente, que têm sua economia movimentada por esta atividade.

Para estruturar esses destinos, a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo está preparando uma estrutura técnico-administrativa adequada às exigências do segmento na atualidade. Já contamos com o Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (DADETUR), que por meio de projetos transfere recursos diretos para a execução de obras e programas ligados ao desenvolvimento do turismo nas cidades.

É de suma importância uma parceria com a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que por meio da destinação de emendas parlamentares para o turismo pode apoiar a estruturação de destinos e produtos turísticos e a geração de emprego, renda e divisas. As oportunidades de investimento nos municípios são amplas e diversificadas e podem ser feitas em obras estruturantes, eventos e promoção de destinos – preferencialmente aqueles presentes no Mapa do Turismo Brasileiro, por meio das emendas parlamentares.

Esta cartilha, desenvolvida pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, visa ajudar os parlamentares na formulação destas emendas. Com uma linguagem direta, fácil e acessível, apresenta as nossas ações e orientações sobre a possibilidade de alocação de emendas.

TW – O que falta para nos tornarmos uma grande potência turística mundial?

VL – Não nos falta muito. A capital paulista já é o principal destino de turismo de negócios do país. O estímulo ao turismo pode ajudar a concretizar programas há muito tempo esperados, como a limpeza do Rio Pinheiros a revitalização do centro da cidade, projeto no qual estamos concentrando também os nossos esforços ao lado da Prefeitura.

Quando ministro, já havia sido responsável por um aporte de R$ 30 milhões ao chamado Triângulo Histórico. São Paulo é não só uma realidade enquanto destino turístico, como tem um potencial inexplorado enorme, suficiente para gerar o que os economistas chamam de “externalidades positivas”: por meio das boas ações no nosso setor, gerar desenvolvimento também em outros segmentos econômicos ou até mesmo outras regiões. 

TW – O que mais atrai o turista para São Paulo? Em uma frase, o que simboliza o turismo no Brasil e em São Paulo?

VL – Como temos um caleidoscópio de atrações no Estado, simplificar não é tão fácil. O turismo em São Paulo é simbolizado por um esforço de atender às necessidades dos visitantes, sejam eles compradores do comércio popular na 25 de Março, de visitantes do chamado turismo técnico, como pesquisadores de ponta em agroindústria que são recebidos na região de Piracicaba, ou mesmo dos adeptos do turismo de aventura e ecológico que, a partir de agora, poderão desfrutar de uma região praticamente intocada na nossa Mata Atlântica no Vale do Ribeira que, por meio do turismo, será também o Vale do Futuro.

O que simboliza o turismo no Brasil é a força de uma nação acolhedora, que se desdobra, mesmo diante de suas dificuldades, para que os turistas tenham a melhor experiência possível em sua viagem.

TW – Fale sobre Barretos, quais os exemplos do município no que tange a gestão do turismo para o Estado de SP e para o país?

VL – O Centro de Inteligência e Economia do Turismo, da Secretaria, fez neste ano uma pesquisa inédita para avaliar o impacto econômico da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos.

O estudo mostrou que o evento movimentou cerca de R$ 900 milhões com o turismo nesta edição. A pesquisa ouviu 1.126 pessoas dentro da festa e apurou que o valor de consumo médio por visitante em hospedagem foi de R$ 1.055, seguido por transporte até a cidade (R$ 395), compras (R$ 299), alimentação (R$ 273), lazer (R$ 180), e transporte dentro da cidade (R$142). O que totalizou um gasto médio de R$ 2.345 por pessoa em cinco dias.

Exemplos como esse mostram a importância da união entre o público e o privado para a realização de eventos que agregam valor ao turismo e à economia do Estado.

O Turismo não tem mais o significado que tinha no passado. Ele tem uma nova lógica e peso econômico que deve fazer com que o turismo venha para o centro da agenda política e econômica. E a região de Barretos, assim como Olímpia, ali perto, com sua enorme estrutura de parques aquáticos, são um bom exemplo disso.

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