A liderança está mudando?

por The Winners
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Artigo escrito por Robert Wong

Na atual conjuntura de um mundo cada vez mais globalizado, interconectado e com as mudanças ocorrendo à velocidade da luz, qual o papel da liderança frente a esse quadro?

Em minhas andanças e tratativas no universo corporativo, bem como nos ambientes político, acadêmico e social, essa pergunta brota regularmente e não quer se calar.

Inclusive, nas minhas palestras para empresários, executivos e profissionais liberais, bem como para jovens em início de carreira, gosto de provocar a plateia com a seguinte questão: “A liderança está mudando?!?”

Invariavelmente, o público participante fica dividido, muitos acham que sim, muitos acham que não.

Aí dou uma resposta que deixa todos bastante surpresos: “Bem, vocês todos estão certos!” Vejo então um mar de rostos intrigados! A bem da verdade pronuncio o seguinte dogma: “A liderança sim está mudando… na sua forma, mas não na sua essência.”.

Pois, no meu entender, a liderança, desde que o primeiro líder surgiu no meio dos homens da caverna, destacou os indivíduos com as seguintes características, ou melhor, essências:

1. Ter VISÃO (Enxerga o que os outros ainda não enxergaram!)

2. Tomar DECISÕES (Especialmente na escolha de Pessoas!)

3. Ajudar a INSPIRAR (Para que cada um possa realizar seu pleno potencial!)

 

São ou não as qualidades cruciais? Desde os primórdios até atualmente, o líder, seja ele de qualquer setor ou área de atividade for, deve ter, no mínimo, essas aptidões vitais para bem exercer seu papel de liderança.

Por outro lado, a forma ou maneira de exercer a liderança mudou… e continua mudando.

Antigamente, o modo de liderar focava-se primordialmente na Gestão de Talentos, o que me arremete à imagem de um “Maestro de Orquestra”, cujo papel principal é reger o grupo de músicos para que tudo esteja rigidamente dentro da pauta, em “perfeita harmonia”, e no tempo certo, pois a palavra GESTÃO significa “ato ou ação de gerir, administrar, reger, supervisionar, dirigir…”.

Atualmente, a forma de atuação me leva mais à imagem de um “Rock Band Leader”, em que o líder da banda não é necessariamente o melhor guitarrista, baterista, ou tecladista. Sua parte é o de, presumindo que ele tenha escolhido “os bambas” para cada instrumento de som, fazer a turma trabalhar em conjunto, dando o seu melhor, ou seja, ele assume o papel de Coordenação de Talentos.

A palavra COORDENAÇÃO, por sua vez, significa “ato de coordenar, concatenar, ordenar, harmonizar…”. Faz sentido ou não?

Antigamente, os executivos normalmente almejavam mais e melhores recompensas materiais (bônus, stock options , símbolos de status), bem como a evolução profissional (carreira, promoções, títulos).

Hoje em dia na era digital, procura-se mais significado ou um propósito maior no trabalho que seja aderente à sua missão de vida, ao reconhecimento comunitário, à realização pessoal, e à colaboração em vez da competição. As “cenouras” ou prêmios de outrora, face à realidade atual, não vão necessariamente funcionar hoje.

O contrário também é verdadeiro.

E quais as características ou qualidades que um verdadeiro líder deveria possuir para sobressair-se na multidão? Válidas tanto para o presente quanto no passado, elas são:

• Vontade de liderar (É muito mais fácil e cômodo ser liderado do que liderar.);

• Desejo de se superar (O líder nunca está satisfeito com o que já conquistou; não se apega ao status quo. );

• Carisma e grande ego (Carisma é igual a magnetismo, pois ajuda a atrair as pessoas. E se não tiver um grande ego, a pessoa provavelmente não quer nem sair da cama de manhã.).

 

Isto posto, aqui abro um parêntese em cada um desses itens para mostrar claramente como um líder medíocre mais focado em si pode-se transformar em um exemplar líder que visa o bem comum:

• Vontade de liderar (mas sempre pautada em VALORES!)

• Desejo de se superar (mas em benefício de TODOS!)

• Carisma e grande ego (mas SEM usá-los para antagonizar as pessoas!)

 

Por meio de um quadro, aponto algumas diferenças básicas nas iniciativas que separam um mero ADMINISTRADOR de um verdadeiro LÍDER.

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